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Tuvalu, Homem, de 20 a 25 anos
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Infecção, digo, evocação ao Recife Remix (ou qualquer outra coisa de Bandeira)
Febre, suores, noturnos, etc, etc, etc. A vida inteira que podia ter sido e que não foi Mandou chamar o Google Digite seu sintomas Você tem um problema cardíaco, talvez alergia a pelo de gato, na verdade talvez você seja um gato, com um problema na terceira pálpebra saliente, você precisa de uma cirurgia no nariz para melhorar sua respiração, você está com uma doença de idosos, talvez seja boca edentada, epilepsia, doença do pânico, desgosto, água no pulmão, uma infecção por borreleia, uma parada cardíaca. Então, doutor Google, não é possível tentar qualquer coisa. Não, a única coisa a fazer é esperar a Senhora da Foice, de preferência em algum lugar com conexão banda larga.
:: Escrito por Jô Hallack às 12h16

Um minuto, por favor.
Por favor, um minuto de silêncio.
De um tempo para cá está rolando um "movimento"aqui nesse espaço, uma coisa bem do mal. Todo dia eu sou xingada e detonada. Eu devia ficar quieta e deixar para lá, mas gostaria de pedir numa boa... Se VOCÊS me acham "feia", "chata" etc etc, por favor, é simples. É só não ler o que eu escrevo. VOCÊS não precisam ler. Tem muita coisa para ler na internet. Não percam tempo lendo o que VOCÊS não gostam. E se me acham feia, ok, tudo bem, problema de VOCÊS. De VOCÊS que perdem tempo chamando alguém que nem conhecem de feia. Ou vai ver é gente que me conhece e náo gosta de mim. Nesse caso, me mandem um email, digam o que eu fiz de ruim e a gente conversa.
E, de novo, VOCÊS podem achar que eu sou feia, encalhada, chata, fútil etc etc etc. Mas isso é o que VOCÊS acham. E esse tipo de coisa não vai ser publicada nesse blog. Sim, depois dessa onda "vamos malhar a nina" passei a apagar comentários do blog, coisa que nunca tinha sido feita. Então, não adianta me xingar, não vai sair. Se você fizer isso vai servir para me deixar com bode de escrever e magoada. Mas, assim, acho que VOCÊS devem ter coisas mais bacanas para fazer do que me magoar, não? Ainda mais VOCÊS, que são tão lindos e perfeitos.
Ninguém precisa concordar com as coisas que eu digo, discordar é bom e tudo o mais. Agora, falta de respeito, não vai rolar. Quem escreve aqui é uma mulher de 38 anos que trabalha duro e que, principalmente, respeita os outros. E que agora está chorando. Tá vendo, conseguiram. Me fizeram chorar. Ganharam o dia?
Então, se era isso o que VOCÊS queriam, podem parar, porque já conseguiram. Parabéns, fizeram uma mulher honesta e que tenta ser uma boa pessoa chorar. Que coisa bacana!
Grata pela atenção.
Fiquem com meus votos de amizade-carinho-e-respeito em 2009. E minhas desculpas a quem não tem nada a ver com isso e teve que ler essa lavação de roupa suja. Espero que me entendam.
ps. E as pessoas falando que eu sou fútil? hahahahaa. É de rolar de rir. Meus amigos sabem o quanto isso é de ROLAR DE RIR.
(Nina Lemos)
:: Escrito por 02 Neurônio às 21h43


As liquidações de fim de ano
Funciona assim: depois de você gastar os tubos no Natal, ainda assim algumas peças encalharam nas lojas. Então, os lojistas resolvem fazer as liquidações de fim de ano, entre os dias 26 e 31. Para que otários, como você, decidam dar uma passadinha no shopping, para trocar presentes que não serviram (ou eram bizarros) e resolvam dar uma conferida nas tais liquidações.
Resultado: você - que já tinha se dado umas roupinhas de presente, afinal, estava precisando - resolve que não pode perder a incrível liquidação da Zara.
Parênteses: uma liquidação da Zara não é uma liquidação qualquer. É o tipo de liquidação na qual as mulheres surtam, começam a ligar umas pras outras pra avisar, ficam tontas e passam mal e fazem compras incríveis.
Pois bem: você no shopping lotado pós-natal, pra trocar uma blusinha que ganhou da Renner. Aliás, um momento de muito orgulho, pois a pessoa que deu o presente acha que eu visto P. Mas antes da Renner, você passa na Zara. A loja parece um campo de batalha, com roupas jogadas por todos os lados, pessoas gritando, filas em formato de caracol e você lá, meio desnorteada. Você fala para o pretê:
- Vai na seção masculina, daqui a pouco a gente se encontra.
Ele:
- A fila tá muito grande, acho que não vou comprar nada.
- Mas eu vou.
E lá se vai ele, resignado, aproveitar as super ofertas.
E você lá, garimpando as puras pechinchas. A única coisa ruim de super liquidações é que às vezes, a etiqueta cai da roupa, tamanho o rebuliço. E na hora de pagar, depois de uma fila de meia hora, na qual o seu pretê fez a gentileza de ficar, enquanto você experimentava sandálias de apenas R$49,00, você descobre que as duas lindas peças sem preço, são um pouco caras.
E a sua linda economia das liquidações de fim de ano se transformam em 5 suaves parcelas.
Antes tivesse passado na Renner antes.
:: Escrito por raq affonso às 00h06


Duelo com a depiladora
Acontece todos os anos. Chega o verão. E com ele, a vontade (não. não é necessidade) de depilar a virilha para colocar um biquini sem pêlos saindo do lado. Antes de tudo. Depilar a virilha dói. Dói pra caramba. É horrível. Mas além da dor, é preciso se preparar para o debate ideológico com a depiladora.
Um aparte. Eu entendo a depiladora. Se o meu trabalho fosse depilar virilhas, eu também acharia uma loucura alguém só fazer isso uma vez por ano. A virilha sem pentelhos é mais que o trabalho, é quase a ideologia da moça que me pega de jeito. E eu entendo isso de verdade. É sério.
Por isso, fico quieta. Mas uma hora sempre começa. "Ah, você devia fazer isso mais vezes". O olhar para mim é sério, bravo. E continua: "a mulher precisa fazer isso para se sentir mais cuidada". Continuo em silêncio. Quer dizer, nessa hora eu digo: "não, não precisa". E sinto minha dor com a resignação dos incoerentes.
E não, eu não sigo moda com os meus pêlos púbicos. E isso é, sim, quase uma questão ideológica. E os homens? E desde quando eu transo com alguém que repara nessas coisas? Eu não.
E nada contra os que reparam, as que depilam tudo ou as que se amarram em uma virilha cavada. Cada um é de um jeito. Aprendi isso faz muito tempo. Só não me acostumo mesmo é com patrulha ideológica. E nem com o "todo mundo ter que ser assim porque disseram que é para ser assim". Nunca.
(Por Nina Lemos)
:: Escrito por 02 Neurônio às 20h56
Chuva de papel picado
No último dia do ano, todos os funcionários das corporações, repartições públicas e pequenos escritórios de detives particularesque funcionam no Centro do Rio organizam uma fenomenal chuva de papel picado. Um coisa linda, que alegra a todos e provoca o ódio descomunal dos garis.
:: Escrito por Jô Hallack às 13h28

Dicas para as festas da firma
Quem trabalha em empresa, sabe que todo ano é o mesmo inferno: borbulhas de festas e comemorações da firma. è um almocinho aqui, um chopinho acolá e a grande festa de firma, com todos os funcionários juntos, do financeiro ao almoxarifado. Algumas dicas pra você passar essa semana incólume:
- Não beba muito. Tá certo que vai ser dificíl, afinal o álcool pode te dar certo conforto em momento tão difícil.
- Se beber muito, não dê em cima de pessoas que você vai se arrepender depois. Ainda mais se elas trabalham com você. O pior da festa da firma é quando você vira a fofoca no dia seguinte.
- Também tente não cair, caso você beba muito. Sneão depois você vai ter que ficar cuidando dos ferimentos.
- Não se empolgue e comece a conversar com pessoas estranhas. Depois elas vão achar que são suas íntimas.
- Não faça nada no banheiro que você possa se arrepender depois. Ainda mais se for um beijo a três. Alguém careta de outro departamento pode entrar e ficar chocado.
- Aliás, não dê beijo a três em nenhum ambiente. Isso já passou.
- E pense: você podia estar desempregado.
:: Escrito por raq affonso às 12h17


Eu sonhei com isso. Minha mãe gritava comigo bem alto: "Você precisa fazer as compras de Natal! Você não comprou nada ainda!". Acordei assustada. E os dias passam. E eu continuo não querendo fazer a porcaria das compras de Natal.
Adio diariamente tal sacrifício. Prefiro ficar em casa lendo o abaixo assinado para libertar a menina pixadora (tem coisa mais idiota do que ler abaixo assinado?), tentando trabalhar, ligando para os amigos, fazendo festas bem malucas e inventando confusões. Faço qualquer coisa. Menos as compras de Natal.
Vale dizer que a única tradição que ainda existe na minha família é a do Natal. A do consumo. A de comprar "presente para TODO MUNDO". Um todo mundo enorme, que aumenta todos os anos porque as pessoas todas do mundo têm filho, menos eu. Se eu deixar de cumprir essa tradição, minha família praticamente acabará. Eles não estão preparados para que alguém chegue de mãos abanando. Isso provocaria desmaios e talvez o fim do mundo, tamanho o "absurdo do fato".
Fico aqui, sem vontade de fazer as compras. Nem a lista de compras. E essa noite, provavelmente, terei outro pesadelo com a minha mãe. Se vocês souberem que alguma família acabou, assim, de forma sumária no dia 24, em um tipo de evento sobrenatural, podem ter certeza. Foi a minha. E eu, claro, fui a culpada.
(Nina Lemos)
:: Escrito por 02 Neurônio às 20h30
Totoma
Para quem está no RJ
"O Ateliê da Imagem convida para a abertura de “TOTOMA! Dez anos de funk”, exposição individual da fotógrafa Daniela Dacorso, que apresenta um recorte de sua experiência em dez anos (1998 a 2008) registrando a cena funk carioca!".Daniela Dacorso é parceira do 02 Neurônio e já fez diversas fotos nossos. Além de ter participado de momentos únicos da nossa existência.
(Mesmo, até mesmo quando eu aprendi a andar ela estava lá, pois é minha irmã!)
Anotem: Abertura dia 19 de dezembro às 19h. Visitação: de 20 de dezembro de 2008 a 14 de fevereiro de 2009* Seg a sex das 10h às 21h30 e sábados de 10h às 17h30 (O Ateliê estará fechado do dia 22/12/2008 a 05/01/2009). Avenida Pasteur, 453, Urca, RJ RJ
E visitem o site: danieladacorso.com
:: Escrito por Jô Hallack às 10h50
Carol, a menina pixadora
Carol tem 23 anos, é gaúcha, tatuada e gosta de punk rock. Já trabalhou como atendente de telemarketing e também vendeu artesanato na rua. Ela gosta de pixar, junto com os manos, com um spray na mão. Acha que assim se expressa fazendo "uma agressão visual".
Carol era a única menina junto com os caras que pixaram a Bienal de São Paulo no fim de outubro. E é a única que está presa. Foi menos safa que os manos na hora de fugir. Foi agarrada por uma segurança e colocada em um camburão.
Carol está em uma cela há 40 dias por ter ido, segundo ela, "protestar a favor das pessoas que não têm acesso a aquela coisa toda (a Bienal)."
O 02 Neurônio ESPERA QUE ELA SEJA SOLTA LOGO. Também já tivemos 20 e poucos anos. Também já sentimos necessidade de nos arriscar. Sabemos o que é isso.
Força, Carol!
PS. Leiam a entrevista com ela na Folha de S. Paulo de hoje.
(Por Nina Lemos)
:: Escrito por 02 Neurônio às 14h11
Karma Police
Acabei de comprar meu ingresso do Radiohead! Às 23h55, cinco minutos antes do horário oficial de vendas ter começado!
Urruuuuuu!
:: Escrito por raq affonso às 00h09


A arte de acreditar em qualquer mandinga
Eu e o V. estávamos bem calmos na Bienal onde o pessoal da AVAF faz umas performances muito legais até que vimos a Cibele Cavalli em um canto. "O nome da minha performance é amarração, vocês podem escrever pedidos em um papel." Pronto, baixou a histeria. Começamos a procurar caneta nervosos e a perguntar com seriedade um para o outro: "o que eu peço?". Nessas, um amigo telefonou. "Não posso falar agora porque tô fazendo uma mandinga". "Pelo amor de deus, pede proteção para o bar que eu vou abrir", ele implorou. Claro, cumpri. Além de ter feito dois pedidos bem sérios.
Sim, eu acreditei (e ainda estou acreditando) em uma mandinga que consiste em amarrar os pedidos em um abacaxi. Depois, todos eles enfeitarão um carro alegórico e passearão pela Bienal. E até o nome diz, não é? PERFORMANCE. Assim, não é para acreditar, Nina Lemos. Mas eu acreditei. E meus amigos também.
E depois de tudo ainda digo que sou atéia. E talvez seja. Não acredito em deus, mas na performance do abacaxi.
Boa sorte, pedidos que serão amarrados no carro alegórico!
(por Nina Lemos)
:: Escrito por 02 Neurônio às 20h13

O vírus Berlim

É tipo uma doença. Uma doença maluca que te pega. Eu devia prever que algo de estranho me aconteceria quando, ano passado, avisei para alguns amigos que iria para Berlin. “Eu sou o Rei de Berlim, eu sou o Rei de Berlim”, gritou um. “O Antonio disse isso?” “Imagina, o Rei sou eu”, respondeu outro amigo. “Ah, o Alexandre estava lá, foi para ficar duas semanas e ficou três meses”, contou a Raq.
Fui. Enlouqueci. Pirei de uma maneira que não dá para explicar. Basta dizer que comecei a freqüentar sites de agencias de aluguéis de apartamentos em Berlim enquanto o Igor me dizia: “por 400 euros você mora aqui do lado”.
Voltei insuportável e encontrei o tal amigo que acha que ELE é o Rei de Berlim. Pensamos em criar um grupo que se encontraria só para falar sobre Berlim. Seria útil. Pois chega uma hora que nenhum amigo te agüenta mais. A mesma coisa que acontece quando você está apaixonada. Ei, e quem disse que isso que sentimos por Berlin não é paixão?
Fiquei um ano pensando nela, a cidade. E voltei, claro. Só para confirmar que eu amo Berlim desesperadamente. E que eu não posso, assim, viver sem ela.
“Quanto tempo faz mesmo que você veio aqui da última vez?” “Um ano”. Depois de ouvir essa resposta, Marie, que se apaixonou por Berlim há 15 anos, teve um ataque de riso escandaloso. “Tá rindo de quê? Da maneira como eu fiquei abduzida por Berlin tão rápido?” O próximo ataque de riso dela, que fez com que ela praticamente sentasse no chão de tanto rir na frente da estação de kotbussetor, confirmou minha pergunta.
Ela ria porque sabia que eu fui pega. Estava irremediavelmente apaixonada. E como o amor é cego, voltei de novo para o Brasil alugando os amigos com as maravilhas de Berlim. São coisas desconexas, que não consigo explicar direito, mas que é mais ou menos assim. “Ah, lá é vazio e silêncio. Ah, as pessoas não são viciadas em plástica. Sabia que lá não existe produto diet?” Ou. “As pessoas não perguntam o que você faz. Também não usam roupas de grife.” E o exagero atinge o ápice quando apelo. “Ah, sabia que lá um monte de gente não trabalha porque não quer?”.
Claro que lá existe roupa de grife e óbvio que as pessoas não trabalharem não é exatamente bom. Mas apaixonado é cego.
O jeito é tentar abduzir os amigos para que eles também fiquem doentes e por isso te aturem. Dá certo. “Tô escrevendo sobre Berlim”. “Sobre a doença?”, pergunta o Rogério, completamente abduzido.
O que você, ser apaixonado, faz quando volta de Berlim? Fala sobre Berlim e sai procurando outras pessoas da seita. “Tô mudando para lá em fevereiro”, diz um. “Ano que vem estarei morando lá”, diz outro.
E toda noite, antes de dormir, você pensa nela. E sonha com ela. E quando sai na rua pensa. “E como seria se eu estivesse agora... em Berlim”. A paixão é um horror, você diz para si mesma, enquanto alguém da seita te avisa, histericamente, “Sabia que está nevando em Berlim?”. E você responde: "ai, que lindo." (Nina Lemos).
:: Escrito por 02 Neurônio às 15h59

Quero dormir na sua cama
Dependendo da época da vida, "quero dormir na sua cama" pode ser a melhor frase que você pode ouvir. Vinda de um pretê, claro. E dependendo da fase, pode ser apenas um pedido do seu filho no meio da madrugada. Uma frase que você realmente não quer ouvir.
Mas filho doente quer dormir sempre com você. E você deixa um dia, deixa dois, porque a febre está alta, e no terceiro dia, lá está ele, achando que é o dono do pedaço. E por mais que você explique que não dá, as desculpas são inúmeras. E ótimas:
- Eu preciso dormir aqui porque estou com medo. Eu vi um morcego na janela do meu quarto.
- Eu tenho medo. Tem lobo no meu quarto.
- Mãe, meus brinquedos estão olhando pra mim! - Essa desculpa meio assustadora, um pouco Chuck brinquedo assassino demais.
- Eu fico aqui na pontinha da cama.
- Então você dorme comigo na minha cama. Até o dia chegar. Sem soltar a mão.
E nessa vão umas cinco horas, até que realmente o dia começa a clarear. E você resolve que um bom investimento de Natal, será uma cama king size.
:: Escrito por raq affonso às 21h49

O CSS e o mosh das meninas
_CSS! CSS!
Sim, as pessoas gritam no show do CSS, a nossa boa e velha banda amiga Cansei de Ser Sexy. Clube lotado em Berlin. Pessoas pogando. Eu pogando feliz no meio das pessoas. Eles continuam os mesmos e tiram sarro de todo mundo o tempo inteiro (e deles mesmos). Em uma palavra: delícia! Uma delícia ver o sucesso das meninas e do menino (hey, Adriano), perceber que gente legal continua legal e que a tiração de sarro pode ser entendida em alemão (o show começa com um som de axé gritando.. "Requebra" para depois cair no puro rock).
Mas no meio da minha felicidade (eu estava de férias e ainda por cima era o dia do meu aniversário) percebi um fenômeno: as meninas da platéia dão mosh no show. Umas cinco passaram voando por cima de mim. E até ajudei a colocar uma delas no chão. A força das meninas no palco deve dar essa coragem para as outras da platéia. Mas o fato é: no show de Berlin, teve muito mosh. E só de garotas. Mosh de verdade. Elas se jogavam do palco rindo, com jeito de quem sabia que não ia se machucar. E eram tratadas com delicadeza. Vi uma delas ganhar um abraço de um menino após pousar no chão. E depois ainda dizem que o mundo não mudou... O do rock, sempre tão machista, está mudando, sim.
(Nina Lemos)
:: Escrito por 02 Neurônio às 01h01

Para que se viaja?
No meio da viagem de férias uma frase do Sergio Santanna não saía da minha cabeça. "Para que se viaja? Para contar aos outros". Deve ser isso. Cito de memória. Sim. Para contar aos outros e assim sentir que a gente existe. Mas uma coisa muito estranha aconteceu. Viajo faz três semanas e não tive vontade de escrever aqui. Só hoje, depois de sonhar que o 02 Neurônio tinha acabado (a louca) me prestei a sentar aqui fora, quase meia noite, em um café. Propositalmente do lado de fora apesar do frio só para ter a sensação de que posso ficar sozinha na rua com o meu computador meia noite sem achar que vão me roubar.
Para que se viaja? Para vagar, encontrar os amigos e ter sensações diferentes. Para ver gente passando de bicicleta na rua essa hora e saber que ninguém me conhece. Para que se viaja? Para escrever reflexões sem nexo como essa e sentir saudades súbitas de alguns amigos e mandar emails de amor. Deve ser para isso. Mas tudo o que sei, por enquanto, é que eu PRECISO viajar. Em todos os sentidos. E para saber que cada vez viajo menos na onda errada. Oh, yeah.
(Nina Lemos)
:: Escrito por 02 Neurônio às 21h07
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