Balanço das férias
- Apego por um vilarejo no norte de Natal, chamado São Miguel do Gostoso. - Descobrir que seu filho só tem mais poucos anos de viagem com você, pois tem um especial apego por "eletrônicos" e não gosta de praias com algas - Melhor drinque do mundo: caipirinha de uva rosa com limão e hortelã - Saber que ver um pôr-so-sol diariamente ajuda o cérebro. Por mais hippie que isso possa parecer.
:: Escrito por raq affonso às 21h44

Pequeno glossário de pessoas insuportáveis 2
A “e eu”? A pessoa está lá, contando a história triste de sua tia com leucemia. E o narcisista louco responde. “E eu, que tive uma conjuntivite semana passada horrível etc”. Ela sempre passou por coisas piores. Teve uma infância difícil e se lamenta disso até hoje, com 45 anos. Também conhecido como narcisista crônico. E, escuta, existe infância que não é difícil? A dropping names Amiga íntima de intelectuais, artistas e qualquer pessoa que tenha um sobrenome. Cormo se todas não tivessem! Costuma se referir aos seus “amigos” famosos pelo primeiro nome. Ex. Fui ao show da marisa (que é a monte)”. “Conversei sobre isso com a Fernanda (a montenegro). Claro, na real ela não é íntima de nenhurma dessas pessoas. E o pior não é isso! Ela te ofende cada vez que fala um nome desses, pois deixa claro que a sua companhia não vale tanto. Tarmbém conhecida como pessoa perdida e coitada. A “eu conheço tudo” Entidade competitiva. Ela volta de uma viagem para algum lugar que você arma e resolve fazer uma competição sobre quer é mais descolado na cidade. “Cormo, você não foi ao bar hipster?” Ela conhece tudo antes. Se você conheceu um lugar novo na cidade, esqueça, ela já foi a esse lugar 15 vezes. Algumas pessoas são ao mesmo tempo “conheço tudo” e “dropping narmes”, cuidado. E a lista (ainda) continua. (nina lemos)
:: Escrito por 02 Neurônio às 14h52

Pequeno glossário de pessoas insuportáveis
O alegre demais Pessoa sempre feliz e animada. Esse tipo de gente acha que é G.O do mundo, que na verdade é um clube med. Eles interagem demais com as pessoas, muitas vezes para falar: “se anima!”. Pior é quando ele/ela encosta em você e tenta te fazer dançar no seu dia de mais mau humor. Definitivamente, não dá para ser alegre o tempo todo. E a vida não é uma aula de spinning. O rei do bulling O bulling não tem idade. Esse tipo de pessoa pode ter 20, 30, 40, 50 anos. Mas seu passatempo predileto é humilhar pessoas. Tipo inteligente, que faz sucesso em rodas fazendo piada sobre os outros, que são sempre uns seres ridículos. Claro, quando você não está perto, a piada é sobre você. Por isso, não ria das piadas dessa pessoa. Isso não é piada. É maldade. Pessoa diagnosticada como perversa. O preciso te dar um toque Tipo de gente mais encontrada no gênero feminino. Ele/ela sempre tem um conselho amigo para te dar. “Você precisa cortar o cabelo”. “Você precisa trocar de namorado”. “Você precisa arrumar um namorado”. Você precisa. Precisa nada. Precisa é trocar de amigo. Afinal, você perguntou alguma coisa? O todo mundo é afim de mim Também mais comum entre as mulheres. Também conhecidas como histéricos. Pessoas que seduzem a humanidade e depois falam coisas do tipo: “que loucura o fulano (fulana) querer ficar comigo”. Companhia perigosa para dias em que você não está se achando lá essas coisas. E a lista continua.. (nina lemos)
:: Escrito por 02 Neurônio às 18h23


O Homem Maradona
Antes de tudo. Esqueçam que ele é argentino. O que eu pretendo falar aqui não tem nada a ver com rixas entre países. O que acontece (e as garotas espertas já estão percebendo isso) é que existe algo de incrível no Maradona. Algo que faz com que nós, moças, suspiremos por ele. Vou além e afirmo. O Maradona representa um tipo de homem, um cara adoravelmente encrenqueiro e, obviamente, uma roubada. O Homem Maradona é aquele que nos pega pela coragem, cara de pau e carisma. Nada a ver com seus atributos físicos. Pelo contrário. Um homem desses em geral é feio. Feio que dói. Mas nos seduz com sua vontade de viver e sua aptidão para fazer coisas malucas. Como jurar que vai correr pelado no meio da rua se o seu time for campeão. Como não se deixar seduzir por um tipo desses?.. Claro, não vamos deixar de lado outro atrativo do Homem Maradona. Ele é boêmio, que é a maneira carinhosa que usamos para nos referir aos bêbados. E ex-junkie, que é a maneira carinhosa que usamos para nos referir a homens que já passaram por centros de reabilitação. Sim, um lado maluco da nossa personalidade se atrai por esses tipos. E isso não dá para negar. Junte tudo isso com um cara apegado aos filhos (que usa terno porque eles pediram) e que é amigo de políticos de esquerda e pronto, aí está um tipo atraente, que pode fazer qualquer moça (a) normal se apaixonar. Todas nós já tivemos um homem meio Maradona na vida. E depois que passamos por um deles sabemos claramente que o melhor a se fazer é ser amigo de um tipo desses! E não namorada. E muito menos mulher. Mas que os Homens Maradona são adoráveis, ah, isso são. (nina lemos).
:: Escrito por 02 Neurônio às 21h15
Hd
Já dei tudo. Espaço no coração, no armário, na sapateira. Casa, comida , roupa lavada e ambiente 5 estrelas. E o mais importante: meu amor, sempre desenfreado. Já te dei lágrimas de sangue, te dediquei meus olhos revirados, declarações histéricas, tudo nessa vida. Agora, nada mais. Nem um simples espaço no meu HD. Os ex merecem caixas em cima do armário, com as cartas amarradas com um laço, com fotos que vão amarelando, nem isso você terá. Nem um pouco de espaço de uploads. É o que eu penso, enquanto apago suas fotos na internet.
:: Escrito por Jô Hallack às 21h35

"E você caiu no papo dele?" Ou a sabedoria infinita dos amigos homens
Depois de muita paquera e alguns encontros, Um cara falou um monte de coisas, fez juras de amor e planos, Em seguida, ele agiu de um modo completamente esquisito. E deu tudo errado. Ponto. Bem, caso clássico, não? Mas ficamos, eu, minhas amigas, nossos conhecimentos de psicanálise selvagem e nossa imaginação fértil. Construímos uma tese de mestrado para o comportamento do rapaz que incluía coisas como: 1- Ele percebe que você no fundo tem desprezo pelo meio de trabalho dele. Ele não suporta a sua crítica em relação a uma coisa que ele acha o máximo. (tese da jô) 2- Ele é auto-centrado, só consegue pensar em si mesmo. “Que mal contemporâneo”, comentou o Vitor a respeito do diagnóstico. 3- Essa coisa de fazer muita declaração e achar que você é tudo dá nisso. Cuidado que uma hora ele vai estar te odiando. Amor e ódio andam juntos, você sabe (Luana) 4- É tudo falta de amor de mãe, esses caras não foram amados suficientemente pelas mães (Bia, que usa essa teoria para todos os homens e mulheres). 5- Ele não tem coragem de bancar o desejo dele. E quem não banca os próprios desejos não serve (teoria minha, aplicada a todos os homens e mulheres). As teorias não foram só essas. Temos outras. Um verdadeiro tratado psicológico sobre o sujeito e o mal estar da sociedade contemporânea, que inclui o abuso das redes sociais, o mal casado pela indústria da moda para quem leva isso a sério, toda a teoria do desejo do Freud e por aí vai. Até que eu contei a história em versão remix para um amigo homem. Ele me olhou rindo e disse: _ _Ihhh. E você caiu no papo dele? Simples assim. E ele resolveu o enigma. Obrigado, amigos homens, pela sabedoria. Obrigada, amigas mulheres, pela nossa capacidade infinita de invenção, que preenche o nosso tempo e nos dá temas para crônicas.
:: Escrito por 02 Neurônio às 21h32

Um pouquinho do livro

Esse era o prefácio que acabou não entrando no livro. Mas ele está tão incrível, que resolvemos publicar, afinal a opinião da Bia Abramo é muito importante e abalizada!
Prefácio (entre a sisudez e o ridículo)
Por Bia Abramo
É uma honra (mesmo), mas também um embaraço escrever este prefácio. A honra é dupla, de maneira que talvez supere o embaraço. Vamos a ela, então. Dez anos atrás, numa conversa nos corredores da Folha, a Nina me pediu para escrever um texto para um fanzine que ela, a Jô e a Raq estavam fazendo. Era uma conversa de corredor no ambiente de trabalho, lembrem-se, daquelas em que se aproveita para falar o máximo de bobagens antes de voltar para a labuta, e a idéia da Nina era que eu escrevesse um texto chamado: “Eu agarro os homens”. Segundo a Nina, eu era uma mulher superior e moderna porque não ficava esperando a iniciativa masculina nas lides amorosas-sexuais. É claro que era um certo exagero da Nina (sobretudo no que diz respeito ao êxito do procedimento), mas topei, escrevi e tive a honra de ser publicada no primeiro exemplar do 02 Neurônio, na sua fase selvagem de fanzine à antiga, feito com tesoura e cola de verdade. A segunda honra, claro, foi a de ser considerada ainda uma mulher superior e moderna a esta altura para escrever o prefácio do livro comemorativo dos 10 anos da holding “02 Neurônio”. Sim, porque nesses de anos o fanzine desdobrou-se em livros, programas de rádio, blogue, coluna no “Folhateen” etc. etc. Embora nenhuma delas tenha ficado rica com isso tudo, essa trajetória atesta o acerto de fazer um jornalismo de comportamento às avessas, a crônica anárquica das vicissitudes (aí, Nina, isso é o velho Freud) femininas dessa difícil transição do século XX para o XXI. Espremidas entre as conquistas do feminismo e a permanência conservadora, num período em que a liberalização dos costumes – que de fato garantiu mais autonomia em todos os níveis para as mulheres – tem como contrapartida o esgarçamento cínico das relações, as mulheres se encontram em encruzilhadas existenciais, sexuais, amorosas, profissionais para as quais as respostas não são fáceis. Não temos e não queremos mais as velhas soluções – a submissão, a subordinação e o conformismo – e já vimos que as respostas do calor da hora do feminismo têm lá suas limitações. É preciso, a cada momento, formular novas respostas – e para tudo, desde o que fazer do cano furado a como ensinar ao filho como chamar os órgãos sexuais (eu aproveitei para adotar “pingolim”, que me soa mais divertido do que a média dos termos, e o meu Félix, Raq, criou por conta própria uma simpática “pixota”). Nina, Jô e Raq, como todas nós, não sabem as respostas, mas as inventam e reinventam a partir de uma mistura infernal em que entram o humor, a inteligência, a atitude punk e, eu diria, a postura política. Diante do massacre fundamentalista da mídia feminina, que só sabe responder com normas aprisionantes e paradoxais (precisa emagrecer e precisa cozinhar bem, precisa ser linda e precisa trabalhar muito, precisa ser doce e precisa ser sexy, precisa ser independente e precisa ser compreensiva com os homens, precisa, sobretudo, consumir a revista para se consumir com tanta regra), a resistência e a crítica são mais do que necessárias. Pode-se fazer crítica de muitos jeitos – as mulheres (não, ninguém aqui é mais garota ou menina, e isso é bom) de 02 Neurônio a fazem sendo astuciosamente questionadoras e desbragadamente ridículas (e isso também é bom). Daí meu embaraço – não tenho, como elas, a capacidade de rir tanto de mim mesma, e esse prefácio está saindo uma coisa sisuda, que vai afastar os leitores em vez de atraí-los. Melhor parar por aqui. Até o aniversário de vinte anos, quando continuaremos sendo punks, gostando dos Smiths e tentando ser, como elas, cada vez mais ridículas.
:: Escrito por raq affonso às 19h08
Próximo lançamento do 02 Neurônio: São Paulo

Agora é em São Paulo! "10 anos de 02 Neurônio - do anonimato ao anonimato", vai ser lançado na segunda-feira, dia 21 de junho, na Livraria Lorena, de 18h30 as 22h30. Agora estamos com a TPL - Síndrome Pré-Lançamento! Para ajudar a diminuir nossa síndrome - que tem como características o medo que não apareça ninguém, branco na hora de dar autógrafo, entre outras coisas - apareçam por lá. E anotem o nome no papelzinho que os vendedores da livraria sempre oferecem.
:: Escrito por raq affonso às 13h26
O dia dos namoados datou!
Sim, eu já pensei em dia dos namorados. Já fiquei mal por estar sozinha na data. Já tive raiva das flores. E também já fiquei nervosa em dia dos namorados em que namorava. Dar ou não dar presente? E se ele me der algo e eu não? E se for o contrário? Bem, se você está tensa com o dia dos namorados, gostaria de dizer uma coisa: isso passa com a idade. Depois que você passa dos 35, o dia dos namorados data. E vira mais uma data qualquer, como o dia da água, o dia do carteiro ou do jornalista. Se você estiver casada, vai esquecer da data. Se estiver namorando, vai pensar, ah, que se dane. E se tiver solteira, vai ser igual. Um dia como os outros. Hoje tem copa, tem trabalho, tem esse frio de matar. Hoje, as moças e os moços que eu conheço pensam em tudo. Menos no dia dos namorados. Se isso é triste? Não é nada. As prioridades mudam. As pessoas crescem. O tempo passa. E isso não é ruim. Mesmo. (nina lemos)
:: Escrito por 02 Neurônio às 14h03
Novo livro do 02 Neurônio

Primeiro veio um fanzine. Depois, um livro. Uma coluna na Folha de São Paulo e esse blog no UOL. Nesse meio tempo, pretês, ex-pretês, infortúnios, descontrols, DRs, surtos... E mais de uma década depois, chega o sexto livro do 02 Neurônio. 10 ANOS DE 02 NEURÔNIO - DO ANONIMATO AO ANONIMATO vai ser lançado no dia 18 de junho, na Livraria Argumento, no Rio. E no dia 21 de junho, na Livraria da Vila (Alameda Lorena), em São Paulo. Sempre a partir das 18h30 até o último leitor chegar. Esperamos vocês lá!
:: Escrito por raq affonso às 22h27

"Será que ele é gay?" vira tema de livro. Perguntamos: e se for?
Pronto. Lançaram um livro chamado “Como descobrir se o seu príncipe é uma Cinderela”. Não li e nem vou ler. Mas pelo que percebi é o óbvio. Um livro para descobrir se o seu pretê é gay. Dã! Antes de tudo, acho uma falta de respeito chamar gay de Cinderela. Como assim? E claro, acho absurdo escreverem um livro inteiro sobre isso. Fiquei aqui pensando. E daí? Já que príncipe encantado não existe mesmo (e me choca escrever uma coisa dessas a essa altura da vida) qual o problema? Eu conheço, sim, casais formados por garotas e caras bissexuais (porque se ele casou com uma menina, desculpem, mas ele é bi, e também, o que importam esses rótulos). bem felizes. Se um dia acaba e dá errado? Pode ser que sim. ms o que não dá errado? E o que não acaba? Se você namorar um bi, acabar, ele arrumar um namorado e ficarem todos amigos. Isso é dar errado? Que moralismo é esse nessa altura do campeonato? E que garotas são essas, tão preocupadas com esse tipo de coisa? Ah, gente, vamos viver. E se ele for gay? E se você for “trocada por um cara” (existe expressão mais careta e horrível?). Acontece. Você vai ficar triste. E vai passar. Mas será que tem gente realmente preocupada com isso? Oh, céus! Espero que não. Espero que as moças não sejam esses clichês ambulantes. As minhas amigas não são! (nina lemos).
:: Escrito por 02 Neurônio às 19h30
Confirme as informações do seu assento. Ou: o tédido diante das facilidades
A vida está – definitivamente – ficando menos intensa. Há alguns anos, ir ao cinema era uma aventura. Você ficava com seu ingresso na mão, a porta se abria e todo mundo partia para cima das cadeiras correndo. Quem sentasse primeiro, era o dono do lugar. Isso colocava os indecisos em clara desvantagem. Enquanto ficavam pensando qual era o melhor lugar, todos ocupavam as cadeiras e eles tinham que sentar no gargarejo. Se o seu lugar era bom, você comemorava que nem gol da copa. E para comprar bala? Era toda uma operação de guerra, de guardar o lugar com a bolsa e voltar segurando pipocas pequenas. Vou no cinema hoje. Sentarei na cadeira 3B. Comerei um combo 3.
Sinto um pouco de saudades.
:: Escrito por Jô Hallack às 21h09

Trabalho: a gente também tem
A gente trabalha duro, corre atrás, se dá bem e se ferra. Sofremos até crise de processo criativo (mas achamnos isso tão clichê que evitamos adimitir esse tipo de coisa). E também não ficamos reclamando nem falando sobre isso por aí. Criança estuda. Adulto trabalha. E acabou. Sim, adoramos o que fazemos, na maioria das vezes. Normal. Assunto encerrado.Não, nada disso. O assunto continua. Isso porque os homens (não falo aqui de todos, é claro, mas de muitos) acham que o trabalho deles é mais inportante. Às vezes parece que eles pensam que a gente nem trabalha. Pagamos as contas com algum dinheiro miraculoso que aparece no banco no fim do mês. Simples. Livros, por exemplo, saem publicados como que por milagre! Já eles, nossa, todos os dias parecem cuidar de missões tão importantes quanto o acordo com o Irã. A doença é tão grave que atinge até homens que não trabalham, Sério! Eles pensam que a falta de trabalho deles é muuuuito mais importante que o nosso trabalhinho exaustivo, que no fim é o que vai pagar as contas da casa. Absurdo? Completamente. Se acontece? Ô. Dá para tentar imaginar a vida de uma mulher que é presidente de um país. Ela passa o dia fechando acordos, evita uma guerra e, quando chega em casa, coitada! Seu marido é capaz de falar duas horas seguidas sobre seu trabalho como chefe de cozinha (nada contra os chefes de cozinha, pelo contrário). _Nossa, foi super difícil fechar o acordo com os EUA! _E eu? Que tive um dia horrível no restaurante, um cara teve o desplante de falar mal da minha comida e... A mulher presidente, coitada, por força do hábito e para manter a união estável, ainda seria capaz de deixar a preocupação com o acordo dos EUA de lado e passar a falar sobre clientes chatos de restaurantes. Sim. A gente agora tem até o direito de trabalhar. Eles deixam. Só que nunca faremos algo que eles julguem tão importante quanto o que eles fazem. E se você é homem e a carapuça serviu, não reclame. Esse é o meu trabalho. É, eu tenho alguns. (Nina Lemos).
:: Escrito por 02 Neurônio às 21h28
A arte de dar desculpas
Dar boas desculpas é uma arte para poucos. Quem nunca, pelo menos uma vez na vida, ouviu alguém dar uma razão inusititada para faltar a um encontro (ao serviço, ao exército, ao casamento, ao plantão, ao natal com a família...) e teve admiração pela capacidade criativa e pela dedicação ao criar um enredo fantasioso. Não falamos de desculpas toscas e repetitivas, ou daqueles que nem dão desculpas ou explicações - a pior de todas: "sou mesmo um merda". Falamos de obras-primas, que deixam a nossa revolta de lado para um momento (breve, brevíssimo) de respeito profundo. Godard desistiu de ir ao festival de Cannes, deixou todos os jornalistas esperando na coletiva. O motivo: problemas "do tipo grego".
:: Escrito por Jô Hallack às 11h14
Abecedário do Amor Breve
A A fim: quando você inventa que quer relacionar com um sujeito qualquer só para matar seu tempo B Breve: Curto espaço de tempo, um sopro, tempo subjetivo que parece uma nada. C Caralho! Não mereço!: Interjeição usada quando o sujeito do qual você ficou a fim agiu como um idiota e você percebeu que estava com ele só para matar o tempo D Destir: a percepção óbvia de que suas pantufas te amam E Eu te amo: clichê romântico que adorarmos ouvir e dizer, quando esbarramos no novo amor breve, que inventemos que estamos a fim, até que ele seja vacilão, ou você vacile, ou você perceba que aquilo era uma ilusão de ótica, ou ele fuja para o Piauí covardemente, você se apaixone pelo seu edredon e ...
E assim até o Z, em loop amoroso...
:: Escrito por Jô Hallack às 11h49
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