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Garçom, uma memória e a conta

Nenhuma memória.
Esse lugar onde moram os desmemoriados não  é bom.  Olha para trás, o que você vê? Nada.  E o almoço? Mas o que foi que eu almocei ontem? Neurônios em silêncio proposital. Legumes? Um assado? Galinha ao molho pardo?  É  a beira do precipício. Macarrão com molho de tomate de lata? Quinoa, como os astronautas? Petit Poá?  Nenhuma pista. Pânico.

Nenhuma memória. É como um bilhete da loteria premiado. Eu almocei na Dinamarca, melhor restaurante do mundo, durante quatro horas. Almocei ali na beira da praia, lagosta do pescador, pés afundados na areia, você dizendo eu te amo só com os olhos, água morna da Bahia. Almocei? Sim, no topo da Terra, na beira do vulcão, comida assada no calor do mundo, nenhuma dúvida pela frente. E a refeição? Num teve. Passamos o dia na cama, tão satisfeitos da vida que nem deu fome.

Ser desmemoriado podia ser a coisa mais linda de todas. Não é. Neurônios na cadeira do dragão.  Onde foi o almoço? Respondam, putos. Nada. Soro da verdade, choques elétricos. Exausta.
Mando chamar o detetive. Ele retorna com o veredicto.
Almoçou no mesmo lugar de sempre, a mesma comida de sempre e, no final, o mesmo café forte de sempre. Os neurônios, hematomas por todo o corpo, riem de você. Que trocou toda a fantasia do mundo por uma lembrança medíocre de um prato feito.

:: Escrito por Jô Hallack às 11h21
Sorte a sua!

Sorte a sua. Nada no mundo pode ser pior que essa frase:  “sorte a sua”.  O mesmo vale para seu genérico. O  “você tem sorte”. Não existe maneira melhor de uma pessoa colocar todas as suas conquistas buraco abaixo. Você não é corajosa, você não é batalhadora, nada disso. Você tem é sorte.
Sim, sorte. Sorte a minha ter passado por  um monte de coisa que eu não vou escrever aqui porque um lance que eu não curto é me fazer de coitada.  Mas realmente eu não conheço ninguém que tenha tido uma vida exatamente fácil. A minha nunca foi. E, no meio de uma conversa, ele foi e soltou essa: “sorte a sua”. Eu quis xingar, mas uma das minhas “sortes” é fazer análise há 20 anos (um trabalho duro, mano). E outra delas é ter amadurecido  o suficiente para saber que se eu xingasse, ele ia xingar de novo, e assim eu ia ficar chateada e perder o encontro com os amigos, porque outra “sorte” que eu tenho é ter amigos incríveis.
Não xinguei. Por isso escrevi esse texto, porque outra “sorte” que eu tenho é poder escrever.  “Sorte a sua”, ele me disse, quando eu me esforçava para consolá-lo e falar que a vida não era assim tão ruim, e que a gente não podia nunca virar uma pessoa amarga. “Sorte a sua”. Faz várias semanas e essa frase ainda não me desceu. Epa! Não ser amarga é sorte?
E os anos todos de análise, e a ida na yoga mesmo com preguiça (sim, até isso eu faço agora!). E o esforço para sair e encontrar os amigos mesmo depois de ouvir essa frase e conseguir voltar para casa bem? E o esforço para levantar cada dia que eu acordo angustiada e mesmo assim ir lá, tocar a vida, mudar o tom do dia? Sorte?
É só sorte? Eu tenho uma vida mais ou menos legal porque eu tenho sorte?  “É, eu tenho sorte”, respondi, irônica. E ele disse: “bom para você”. Realmente, é preciso ser uma pessoa de “sorte” para merecer uma conversa dessas. (nina lemos).

:: Escrito por 02 Neurônio às 21h56
Síndrome de Maneco Quinderé

Tenho reparado um fenômeno crescente em nossas cidades: a necessidade de iluminar artisticamente o mundo. Um canteiro, uma portaria, uma praça, as obras públicas. Tudo ganha uma iluminação artística. E com cores. É a Síndrome de Maneco Quinderé.

Antes, a iluminação noturna servia exclusivamente para afastar meliantes. Para avisar de buraco. E para servir de cenário para romances policiais.  Mas para os portadores da Síndrome, tudo precisa de um tchan! Viram o que aconteceu com o Cristo Redentor? O monumento agora é multicolorido. Verde, rosa, vermelho, azul. Ou seja: cada hora fica horrivelmente de uma cor. Ser crucificado foi o de menos, Jesus!

E as autoridades se mobilizam para iluminar até mesmo viaduto, passarela, Igreja da Penha, estação de trem abandonada. E até mesmo construções que mereciam ficar para sempre na escuridão, caso da Catedral Metropolitana do Rio, iluminada de vermelho e roxo caixão.  É como se a cidade fosse um cenário de Os Embalos de Sábado à Noite. Ou estivéssemos aprisionados naquele pôster da escada neón nos anos 80.

Mas agora, o problema se agravou. Qualquer cidadão está se achando no direto de se sentir o próprio Maneco.  E criar. Volto para casa à noite. No prédio vizinho ao meu, a árvore é iluminada de verde. Verde, vejam só a criatividade do sujeito, só pode ser um exercício de metalinguagem. No prédio da rua vizinha, spots amarelos dão um “plus a mais” na portaria.  E andando mais um pouco, a tendência é o hall com luzes cor de abóbora. E os donos do Palácio das Lâmpadas só fazem enricar.

Porque para os portadores da Síndrome de Maneco Quinderé, tudo nasceu para brilhar!
Que saudades do hype da iluminação indireta!

 

:: Escrito por Jô Hallack às 19h53
O churrascão, os blasés e os empolgados

 

Quando eu era criança lembro da indignação dos moradores de Ipanema com uma linha de ônibus que levaria os favelados para a praia. Ainda hoje, discuto com alguns amigos cariocas que, vez ou outra, falam que a praia está cheia de gente feia. Gente feia quer dizer gente pobre. Nunca vi ninguém fazer algo contra essa postura fascista.

Lembrei da praia carioca quando comecei a ficar histérica por causa do Churrascão para Gente Diiferenciada que vai acontecer sábado (não vou explicar o que é porque a coisa ficou tão grande que todo mundo sabe).

Deixo os assuntos normais desse blog para uma comemoração: há tempos não me sentia  tão feliz por morar em São Paulo. Os outros que me desculpem (eu nem nasci aqui). Mas as pessoas estão tomando gosto por fazer as coisas, reclamar e ir para rua nessa cidade tão feia. Agora aqui tem até passeata, uma coisa que um monte de gente acha cafona, mas em Berlin acha bonito. Assim como os moradores de Higienópolis não querem o metrô no bairro, mas acham chique o transporte público de Paris.

Não se fala em outra coisa. E, claro, já apareceu a turma que gosta de reclamar (de tudo, sempre). “Como assim eles vão defender os pobres (a tal gente “diferenciada” ), se na verdade são de classe média)”. Bem, porque nem todo mundo pensa só no próprio umbigo, certo.

Acho que a cidade vive uma fase ótima, apesar do prefeito. Mas, claro, em São Paulo ainda existe a turma da Vila Blaselândia. “Ah, nossa, jura que vocês vão fazer isso”. E a turma do deixa disso, em geral integrante da turma blasé. “Ai, vocês inventam cada coisa”.

Eu não sou blasé. Sou da turma que se empolga. Com tudo, sempre. O que pode ser um problema, claro. Muitas vezes quebro a cara. Mas não quero mudar, não. Quero mais é botar meu bloco na rua. E não perder o churrascão por nada.  Que bom que a minha turma só cresce. Quanto aos blasés, ah, acho que vocês perdem boa parte da diversão. Mas isso é só o que eu acho. Problema meu. Desde que vocês não venham diminuir a histeria dessa orgulhosa integrante da turma dos empolgados, claro.(Nina Lemos)

 

:: Escrito por 02 Neurônio às 01h44
Freud, me abana (ou: soluções para mulheres que ganham mais que eles)

Um clássico de nossos tempos: casal entra em crise porque o sujeito não se conforma por ser menos “poderoso” do que a moça. Cabem as aspas – sim, mil e uma aspas - já que o “poderoso”, neste caso, se relaciona diretamente com o  dinheiro que você tem em conta corrente. Uma questão menor, convenhamos, diante das tantas emoções que o Rei sempre canta por aí.  Mas sem serem os provedores, eles surtam. 


E  você, mulher, que lava, passa, faz faxina em casa de família, cria planilhas em excell, faz cento de salgado para fora, escreve e dirige empresas, sabe que isso já passou. Passou faz muito tempo. Mas eles ainda vivem – emocionalmente – em flashback. (Não são todos, etc, falo do comportamento comum).


A discussão é longa, precisaríamos de toda a banda larga do mundo e – ainda assim – não encontraríamos uma saída fácil. Mas, semana passada, ao comprar uma revista para ler num vôo Rio-Brasília (sim, a trabalho), parei numa entrevista do psicanalista Alberto Goldin sobre o tema. E com aquelas velhas constatações de que “a mulher deve ser feminina no escritório”. Até aí, só uma dúzia de clichês.


E mais adiante.


“Mas não há saída possível quando ele ganha mais? Quais são as opções?”


E ele “A separação é uma opção. Outra é arranjar um amante ou ganhar alguma deficiência para compensar sua superioridade – engordar, por exemplo.”

Diante desta pérola, a conclusão: o apocalipse, realmente, já chegou.
A aeromoça ofereceu o lanche e eu, delicadamente, recusei. Estou dieta. Sorry, psi, não estou a fim de engordar.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

:: Escrito por Jô Hallack às 11h17
Em época de casamento real... MATE O PRÍNCIPE!

Vamos aproveitar esse casamento de Kate e do William para fazer uma coisa útil. Pelo menos uma. Bóra matar o príncipe. Não o Will em si. Calma, FBI, não precisa me procurar. Mas se por acaso você ainda acreditam em príncipe ou princesa, meu amor, aproveite a data do casamento real. Pegue uma faca. Tire essa ilusão ridícula da sua cabeça e a corte em pedacinhos.

O mesmo vale para outras espécies de contos de fadas. Trabalho perfeito. Não existe. Casa perfeita. Não existe. Filho perfeito. Não existe. Corpo perfeito. Não existe. Gente que vai aparecer do nada e te salvar. Não existe. Bruxa má. Existe. Sapo. Existe.

Sim, e vamos dar mais valor aos sapos. Esses sim, seres incríveis que vagam por aí querendo ser beijados. Só que eles não vão virar príncipes depois. Quer dizer, eles vão virar cada vez mais sapos. Mas existe um bando de sapo charmoso, inteligente e bacana por aí. Que nesse tempo de casamento real os sapos sejam valorizados.

E também as madrastas. As plebeias. Uma música punk dos anos 80 bradava: pau no cu de deus. Desculpem a grosseria. Mas é hora de gritar: pau no cu do príncipe. E beijar um sapo. E não ser feliz para sempre. (Nina Lemos)

:: Escrito por 02 Neurônio às 13h12
 
 A TPM é um instagram do mal


Com uma TPM dos infernos, nem o instagram dá jeito. Sim, o instagram, aquele aplicativo do Iphone que faz a gente ficar lindo, nossas roupas ficarem bonitas e modernas e nossas casas arrumadas e com jeito de "apartamento de design"  (pelo menos nas fotos, graças aos filtros). Mas não. A TPM é tipo um instagram ao contrário.

Parece que colocam um filtro na nossa cabeça onde fica tudo ruim. Existem vários: o mau humor, o ódio, o melancolia, o desespero, o incômodo sem sentido.  Esse último, no meu caso, é o mais comum. Acho que estou tão “de saco cheio” do mundo. Ou triste sem motivo, que sempre penso que fiquei louca.

Nada. Geralmente foi só o filtro mesmo que se instalou.  Eles e suas variações como o “tudo vai dar errado no trabalho”, “ele não está afim de mim”, “eu não vou conseguir”. “não vai dar certo”, “quem sou eu para alguém ficar afim de mim” e por aí vai. Uma lista infinita de alterações da realidade para o mal.

Quem sofre com isso? Se você for homem, por favor, não reclame. Pense que o que passa na nossa cabeça é muito mais horrível do que qualquer mau humor que sobre para vocês!. Como somos acostumadas a nos controlar (não ria) só deixamos uns 2% caírem em cima das suas cabeças. O resto fica dentro da gente nos torturando Vocês não são capazes de imaginar o quanto é horrível por nada.

E não tem análise, meditação ou yoga que tirem o instagram do mal da nossa cabeça. Só os dias. E, o mais bizarro: passa. E a gente sempre aguenta. Sem o filtro "Nashiville" ou o "Pop" para nos ajudar e colorir a nossa vida. Somos tão fortes que até assusta. (Nina Lemos)

 

 

:: Escrito por 02 Neurônio às 20h03
Olá, Senhora

Sujeito, nas últimas, vê entrar uma mulher linda no seu quarto de hospital.
-    Você vem sempre por aqui? -  pergunta ele, sem perder tempo.
-   Sempre. Quase toda  semana.
Diz isso e sorri, tímida. Ela se senta na beira da cama e abre a bolsa. Tira um maço de cigarros , acende um.
-    Aceita?
Ele se surpreende.  Olha para a porta e, só depois, aceita.
-    Achei que isso não era permitido por aqui... Mas um cigarro só, mal não faz, né mesmo.
-    Para mim eles fazem algumas exceções...
-    Ah fazem? Você trabalha com que, afinal?
-    Difícil explicar.

Ela diz isso e solta círculo de fumaça pela boca
-    Eu trabalho na área de RH, sabe...
-    Sei..

Os dois se olham.  E depois, por um segundo, ele desvia o olhar para aqueles botões da sua blusa. Está apertada. 
Fumam em silêncio. Ela se levanta e olha para o relógio
-    Nossa, agora eu tenho que ir..
-    Mas já?
-    Tá na minha hora. Vem comigo?

Horário do óbito: 21h34m

:: Escrito por Jô Hallack às 23h52
Não me peça o que eu não quero te dar

“ Desde o começo você sabia que ia ser assim. Não me venha reclamar agora. Não me venha cobrar, pedir o que eu não posso dar. Os meus problemas são meus e você não tem nada ver com isso,  não me importa que você chupe o meu pau segundas, quartas e sextas, não me importa que a gente comente o noticiário junto todos os dias.

 

Não me importa que você mergulhe nos meus conflitos, que eu massageie os seus pés, que a gente se encontre aos sábados debaixo do cobertor,  que eu viaje de férias com  a família e que você visite meus parentes.Você freqüenta a copa mundial infantil para me fazer companhia ? E dai? Isso lhe dá algum direito?

 

Quem você pensa que é para se meter na minha vida assim, para exigir de mim qualquer coisa que seja, um grande amor, um crime passional?”

 

Ela engoliu o resto de choro.

 

“Ah, não acredito! Ficou chateadinha!”

 

 

:: Escrito por Jô Hallack às 13h41
3 lições pra ensinar pro seu filho

Educar uma criança é uma coisa dificil. Mas algumas lições são essenciais pra ele seguir pela vida.

 

Pelo menos essas três ele tem que saber:

 

- Como pogar

 

- Quem são os Ramones

 

- O que é pagar mico

 

O resto é fácil.

 

 

:: Escrito por raq affonso às 22h09
 
 

Você sabe que virou meio adulta quando (continuação)

1-      Quando uma amiga (amigo) muito querido diz que você está se metendo em uma roubada, você acredita.

2-      Você esquece a idéia de tentar mudar alguém.

3-      Você não se importa de ser chamada de radical por familiares. Como disse a Dede. “Sou sim. E daí?”.

4-      Você não deixa um homem gritar com você porque sabe que isso é abuso.

5-      Você não grita com um homem porque sabe que isso é abuso.

6-      Você não deixa NINGUÉM  gritar com você.

7-      Você não grita com NINGUÉM. Se você ainda grita com a sua mãe, cresça.

8-      Você coloca suas contas no débito automático para não ter que lidar com problemas tipo “luz cortada”

9-      Você pára de perder óculos escuros.

10-   Você assume que vai usar camiseta de banda pelo resto da vida.

11-   Você lida de maneira ok com rejeição. Tipo um amigo que disse outro dia: “encontrei aquele cara que não dá a mínima para mim e eu babo por ele. Ele não dá a miiíinima”. Ele falou isso rindo.

12-   Você desencana da idéia de ser um gênio. Seja da literatura, do cinema, das artes plásticas, da ciencia ou do que for. E se dá por feliz em ter “algum” talento.

13-   Você não se culpa mais por não saber fazer coisas como cozinhar ou dirigir.

14-   Você sabe quais bandas e quais poetas podem salvar o seu dia. Ou a sua vida. E sabe que eles costumam ser os mesmos que te acudiam quando você tinha 15 anos.

(Por Nina Lemos)

:: Escrito por 02 Neurônio às 20h54
 
 

Você sabe que virou (meio) adulta quando

1-Percebe que um homem que diz que está confuso pode estar realmente confuso.

2-Sabe que quando um cara diz: “o problema é comigo” é porque o problema é com ele mesmo.

3-Começa a perceber quando alguém gosta de você. E quando alguém não gosta.

4-Sabe cobrar um preço justo pelo seu trabalho.

5-Sabe que vai morrer.

6-Sabe que é assim mesmo, um dia todos te amam, no outro você é meio medíocre e é assim que as coisas são.

7-Tem certeza de que você nunca vai saber tudo.

8-Sabe que nunca vai ser 100% sã.

9- Sabe que sempre vai ser meio infantil

10- Já se acostumou com a idéia de que vai gostar para sempre das mesmas bandas.

11- Não precisa se vestir de adulta para mostrar que é adulta.

12- Aceita que sempre vai ser do rock. Hey, ho, lets go

13- Consegue ouvir em seguida Ramones e Chico Buarque.

14- Se irrita menos quando dizem que você é “uma figura”

15- Sabe a hora de entrar e a hora de sair

16- E sabe que ainda vai errar muitas vezes na hora de entrar e na hora de sair. Mas por horas. Ou dias. Nunca por meses.

(Nina Lemos)

:: Escrito por 02 Neurônio às 21h18
Play pra cachorro

Depois da varanda gourmet, que alastra churrasqueiras pelas sacadas da cidade, o mais novo lançamento das imobiliárias paulistas nos prédios alto luxo é o play para cachorros. Só para cachorros, criança não tem vez.

 

Geralmente esses prédios são destinados a solteiros ou recém-casados, que não têm filhos. Realmente seria um desperdício ter uma área para crianças num prédio no qual você tem a oportunidade de comprar um apartamento de 100 metros por R$1 milhão.

 

Mas por que não se pensou em outra área, como um bar, uma biblioteca, um jardim, um armazém, um lounge?

 

Num outro prédio, os moradores resolveram se cotizar para montar um play canino e contratar um tratador que vai ficar o dia com os cães, tipo uma babá. "afinal, tem mais cachorro do que criança no prédio", disse um morador.

 

Nada contra cachorros, gatos, peixes, hamster ou qualquer outro animal doméstico. Tudo contra tratar animal que nem ser humano. Nesse casos, um pouco melhor.

 

:: Escrito por raq affonso às 18h55
Vai que chega um tsunami...

Por Nina Lemos

“Pensa, vocë poderia estar no avião da tam que caiu.”Esse pensamento trágico serviu de consolo para mim e uma amiga (a jo) por um bom tempo. Se a gente pode morrer a qualquer hora, vamos lá chutar o balde, se jogar do precipício e não deixar de fazer as coisas por medo. A gente pode cair de cara na passarela igual ä Ana Hickman, claro. Mas aí a gente levanta. Pronto.

Tudo pode acabar bem rápido, você sabe, um dia chega a senhora da foice sem avisar.. E agora, o tsunami. Poderemos usar isso de mantra por um bom tempo.

Me jogo ou não em cima daquele cara bacana? Sim, claro, e agora, porque vai que chega um tsunami e destrói tudo. Ou sim, de qualquer jeito, mas por outro motivo, você poderia estar no Japão, já pensou?

A hora da tragédia é também a da bravura indômita. O mundo não é um lugar para fracos. E a gente não deve deixar para fazer amanha o que pode fazer hoje, porque, vocês sabem, pode ter um vazamento na usina nuclear. Hidrogênio. É super perigoso. Você poderia estar do lado, respirando coisas que te matariam logo.

Se você tem a sorte de não estar no Japão, se sente na obrigação humana de ser corajosa e encarnar o personagem da menina do filme dos irmãos Coen. Nada de medo! Vou carregar a minha arma e fazer justiça. Afinal, você sabe, pode chegar um tsunami.

E a gente ainda está perto da praia. Imaginamos uma onda gigante. Não sobraria nada. Muito menos a gente, ali, sentado na praia do Arpoador. E, pensando bem, vamos para a praia agora! Afinal, vai que chega um tsunami, ou acontece um terremoto, ou aquele vazamento de hidrogênio. Você vai ter perdido seus últimos segundos trabalhando. É, vai que chega um tsunami!

:: Escrito por 02 Neurônio às 15h43
Um viva

Vamos dar um viva. Para quem tem coragem de jogar tudo pro alto e esperar o amanhã. Custe o que custar. Afinal, nada pior do que não acreditar nas coisas e ir seguindo com o boiada.

 

Um viva para a âncora de TV Shahira Amin, que pediu demissão do canal Nile TV por discordâncias políticas e aderiu às manifestações. Do meio da multidão que se manifestava na praça, ela enviou um SMS ao presidente do canal dizendo: 'Perdão, mas estou do lado do povo, e não do regime'".

 

Um viva para os dois pilotos líbios que voaram para Malta e desertaram das forças aéreas do país para não bombardear os manifestantes antigoverno no país.

 

Um viva para quem dá um mosh sem medo de se machucar.

 

 

:: Escrito por raq affonso às 17h23