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Todo mundo sabe que viajar no fim do ano pode ser um terrível infortúnio. Ainda mais se você for para um lugar onde o inverno foi o mais frio das últimas décadas. E quando liga a televisão só assiste a notícias assustadoras sobre o Big Freeze. Tudo bem, suas pequenas férias estavam no final quando a nevasca chegou e no dia da volta, a neve parou. Ou seja: certeza de que você ia conseguir embarcar sã e salva, de volta pro Brasil 40 graus.

 

Foi o que aconteceu, com algumas horas de atraso. O único problema foi que suas malas não foram junto. Nem as suas e nem de nenhum passageiro. A British Airways informou na hora do embarque, que os passageiros iam; mas que seus pertecences ficavam. E quem não quisesse embarcar, podia ficar no aeroporto de Hearthrow, a uma da manhã, com menos 10 graus.

 

No Brasil, eles garantiram que as malas chegariam inteiras nas nossas casas. Dois dias depois, chegaram duas malas inteiras. Mas de um outro passageiro, com o mesmo sobrenome. Provavelmene, a British usou um método de identificação bem seguro: pelo sobrenome! Se pessoas com sobrenome Affonso tiveram suas malas trocadas, imagina quem se chama Silva! Como a empresa não se manisfestava, resolvemos ir lá na casa do outro Affonso, tentar trocar as malas. Depois de muita confusão, consegui as malas de volta.

 

Com um detalhe: nesse meio tempo, uma das malas teve algumas coisas furtadas. Incluindo todas as bijouterias compradas na liquidação da Acessorize! O ladrão (ou a ladra) ficou com todas as pechinchas de 3 libras que eu tinha comprado. E eram muitas....

 

Não dá pra saber o que é pior: a incompetência da empresa aérea, ou a perda dos produtos da liquidação da Acessorize. Uma coisa é certa: na próxima viagem, todas as preciosas quinquilharias voltam na bagagem de mão. Por outra empresa.

 

 

 

:: Escrito por raq affonso às 15h26
 
 

Coisas estranhas do fim de ano

- Comer rabanadas. Nada mais estranho do que comer um pão frito com recheio de açúcar e canela. O pior mesmo é comer vários desses pães.

 

- Arrumar as gavetas. Você deixa a gaveta entupir de papéis o ano inteiro. E nos últimos dias resolve arrumar tudo, como se não houvesse amanhã.

 

- Trocar presentes no dia 26 de dezembro. Por que todas as pessoas resolvem trocar seus presentes no dia 26?! Por que não esperar o dia 27, o dia 29 ou mesmo o dia 5 de janeiro? As pessoas ficam loucas e o shopping entupido de gente pedindo pra trocar de M para G.

 

- SMS coletivo de fim de ano. No dia 24 e no dia 31 você começa a receber vários sms de bom natal e próspero ano novo. Nossa, como sou popular, você pensa! Até que percebe que é tipo um spam dos sms.

 

- Promessas de ano novo. Todo mundo faz. Inclusive você. Mas isso é assunto para um proximo post.

 

 

:: Escrito por raq affonso às 14h10
 
 

Decisões de quando você volta de viagem

Quando a gente volta de viagem, quer dizer, três dias antes da gente começar a pensar em arrumar a mala para voltar de viagem, o mantra  começa a ecoar: a minha vida é um lixo, a minha vida é um lixo, eu preciso mudar a minha vida. E quando você chega (porque infelizmente a gente é obrigada a voltar) geralmente está cheia de decisões. Com o tempo, confesso, já abandonei algumas das mais comuns. Como:
Vou andar mais de metrô. Não vou! E podem me chamar de burguesa. Mas para chegar no metrô eu preciso subir uma mega ladeira. E, o mais  importante, ele náo me leva a nenhum dos meus trabalhos, nem para a análise, nem para a casa dos meus amigos. Pegarei o metrô quando tiver que ir ao poupa tempo, o que costuma acontecer uma vez por ano, porque esse é o prazo em que dura uma carteira de identidade na minha mão.
Vou andar mais a pé. Não vou. Andar a pé para mim significa atravessar a Rebouças (quem é de Sáo Paulo sabe do que estou falando) com medo de ser atropelada. 
E a Teodoro Sampaio é uma rua bem feia. Só andarei a pé se arrumar um pretê andarilho ( e eu sempre atraio esses tipos, o último deles achava que a minha casa, em Pinheiros, era do lado do Baixo Augusta, e lá ia eu de salto com o dia amanhecendo enquanto ele dizia: "é  pertinho").
Vou me abrir mais para o mundo. Nem ferrando. Porque, em geral, quando eu me abro para o mundo em SP vou parar em uma festa patrocinada, gigante e cheia de playboy.
Agora, uma decisáo eu tomei e vou cumprir. Eu náo vou mais tomar bullyng. E vocês perguntam, como pode uma mulher dessa idade ser alvo de bullyng? É absurdo, mas pode. 2009 foi meu ano internacional do bullyng. Tomei bullyng de "amigos" gays que queriam se meter na  minha vida amorosa e por isso cantaram musiquinhas para mim em festas fazendo corinho, tomei bullyng de gente que eu nem conheço fazendo piada com a minha pessoa no Facebook. E o que isso tem a ver com voltar de viagem? Tudo. Se eu não sou alvo de bullyng longe da minha casa (muito pelo contrário), não vou  mais suportar isso na favela onde eu nasci. Adoro essa favela. Mas  também gosto bastante de mim. E como estava escrito em um muro de Berlin: "La ville cest moi". Ou seja. A cidade sou eu. E, a partir  de agora, prometo que ela será ainda mais bem tratada. Mesmo que para isso eu tenha que fazer como os radicais de esquerda de Berlin e queimar os carros dos ricos que estão indo morar em prédios de luxo em seus bairros, o que os deixa sem casa. Eles fazem isso na prática. Eu vou fazer metaforicamente. (Nina Lemos)
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:: Escrito por 02 Neurônio às 12h52
 
 

Será que a gente ainda precisa não querer ser mulher?

 

Ser mulher tem algumas consequencias.

 

Dependendo do país que você nasceu, podem te dar umas boas chibatadas.

 

Você vai ter que usar um véu, nunca mostrar o rosto.

 

Também podem cortar o seu clitóris, quando você tiver uns 4 anos. Sem anestesia.

 

Você pode casar com alguém que não conhece.

 

Se o país for mais liberal, você pode usar minisssaia.

 

Talvez os alunos encanem com o o tamanho da sua saia.

 

Mas se for no Brasil....

 

Você pode ser expulsa. Pela diretoria da universidade

 

Será que a gente ainda precisa não querer ser mulher?

 

 

 

 

:: Escrito por raq affonso às 22h45
 
 

Estou presa a um telefone. Aguardo resgate.

Estou presa a um telefone. Por favor, aguardo resgate. Alguém me tira daqui. Alguém puxe com força esse aparelho que está colado às minhas mãos e o atire pela janela. Estou deitada na cama, indo dormir. Mas continuo presa a um telefone.

Em um clique estou no MSN. Em outro no Facebook. Vou parar de ler livros e passar a vida inteira lendo bobagens na Internet. Ficarei burra. E, claro, nunca mais escreverei livro algum. Passarei o resto dos meus dias apertando botões do meu telefone e indo do MSN para o Facebook e do Facebook para o Twitter. Alguém tira agora esse telefone da minha mão.

Estabelecerei relações platônicas. Nunca mais farei sexo real. Deixarei de ver os meus amigos e abandonarei os tradicionais jantares no Sujinho na “nossa” mesa. Sim, ainda irei à praia no Arpoador, mas serei uma daquelas pessoas que ficam na areia agarradas a um telefone contando que está na praia. Quando inventarem um telefone à prova de água, comprarei um.

Eu não nasci para isso e não quero esse futuro. Então, por favor, alguém venha aqui agora. E tire esse telefone que está colado às minhas mãos. (Nina Lemos)

:: Escrito por 02 Neurônio às 12h45
 
 

A libertação da novela

Novela, como todos sabem, é uma escravidão. Se você vair nas tramas de alguma delas....já era uma hora diária da sua noite. E uma prática nociva, pois você pode não ver nenhum capítulo, acompanhar só a última semana que dá na mesma.

Mas quando você se rende à novela, coisas estranhas acontecem com você, como ler o resumo na revista contigo; debater se fulana ou sicrana devem ser perdoadas; deixar de ir a eventos na semana final.

E aí, um dia, a novela acaba! E você sente uma espécie de libertação. Suas noites não tem mais esse suplício. Você não ficar mais com a música "você não vale nada mas eu gosto de você" na cabeça; Vai poder marcar eventos e não ficar culpada que perdeu um capítulo.

 

Mas só para ter o gostinho final, algumas questões que ficaram no ar depois do último capítulo:

 

- Até parece que você vai estar num restaurante e alguém vai te chamar pra trabalhar em Hollywood! Só porque viu vc editando num laptop?!

- O que aconteceu com a Ivone?

- Como a Maya apareceu toda arrumada em casa, se estava na beira do ganges toda acabada?

- Como o bebê Niraj ia embarcar pro Brasil, sem nenhum documento e sem os pais?

- Por que toda novela acaba com uma dança e um casamento?

 

:: Escrito por raq affonso às 13h11
 
 

Um fraco pelos drinques

 

Eu tenho um fraco pelos drinques. Não qualquer drinque, tipo uma dose de conhaque. Drinques mesmo, com receita, charme, elegância e nome. Tipo Caju Amigo, Mojito ou Blue Angel.

 

O problema é que se você vai num bar só de drinques, como Subastor (http://www.subastor.com.br), você pode ficar louca. É tipo ir na bazar do Alexandre Hercovitch ou entrar numa loja de R$1.99 boa. Só que no caso dos drinques, existem alguns problemas:

 

- Quanto mais drinques você bebe, mais você fica bêbada, o que impossibilita de beber muitos tipos

- Não é prudente misturar diferentes tipos de bebidas, pois no dia seguinte você vai sofrer

- Os drinques são caros. Sua conta pode vir uma fortuna, diferentemente se você estivesse num bazar ou numa loja de R$1.99

 

Ou seja: o fraco pelos drinques, pode te deixar muito fraca. Cuidado!!!

 

 

 

:: Escrito por raq affonso às 12h12
 
 

As férias da analista

Não, elas não deviam poder sair de férias. Saco. Mas acontece. E todo mês de junho é o mês INTERNACIONAL DAS FÉRIAS DAS ANALISTAS. Quando nossas queridas avisam que só vão voltar em 20 dias, muitas vezes a sensação é de desespero, pânico. “E agora, o que eu vou fazer?”

Bem, você acaba vivendo a sua vida normalmente, não é? Inclusive porque não existe outra alternativa.

Se você é uma freudiana louca, tipo eu, vai tentar analisar seus próprios sonhos durante a ausência DELA. Também vai pensar que precisa elaborar assuntos sozinha. Sim, nós, os freudianos, usamos essas palavras pentelhas tipo “elaborar”.

Mas os 20 dias passam logo. E uma hora a analista volta. E aí vem um outro momento de angústia: a primeira seção de análise depois das férias da analista. Que medo! Que angústia! Como contar de uma vez tudo o que aconteceu nos 20 dias? E como encarar a realidade de que a gente sobreviveu? Tudo bem. Passa. Depois de 50 minutos e da frase: “estamos na hora”. Aí você levanta do divã, coloca os óculos escuros e até esquece que ELA saiu de férias. Ufa! (Nina Lemos)

:: Escrito por 02 Neurônio às 20h15
 
 

O vício da novela

A pior coisa que pode acontecer a um ser humano é se apegar a uma novela. Automaticamente, ele fica preso a um programa de tv diário de uma hora, de segunda a sexta. Ou seja: ele vira um escravo da tv.

 

Não existe realmente um motivo para isso, porque mesmo você começando a ver uma novela na última semana, você entende tudo no segundo bloco. Mas se a trama indiana te pegou.....

 

Mas pior que a escravidão da novela, são as humilhações que você se permite quando vira um viciado. Coisas do tipo:

 

- Jantar antes ou depois, da novela.

- Saber o nome dos personagens

- Ficar com a música "Você não vale nada mas eu gosto de você, você não vale nada mas eu gosto de você...." na cabeça. E cantarolar, tal melodia.

 

E a coisa mais estúpida de todas: ler o resumo da novela, das revistas semanais. Afinal, para que ler o que vai acontecer na trama?! E ainda sim acompanhar todos os capítulos?!

 

Deus salve as minisséries.

 

 

:: Escrito por raq affonso às 23h06
 
 

Os cinco passos

Sempre pensei que essa coisa de seguir passos fosse do A.A. Ou do N.A.

Até que me inscrevi numa academia nova. A solução para quem não gosta de fazer exercício é basicamente essa: ficar mudando de exercícios, sem nunca fazer nenhum. Então, depois de apostar tudo num plano quadrimestral de pilates, resolvi negociar a devolução do último cheque. E na sequência me matricular numa academia num plano ANUAL.

 

Foi aí que descobri que a tendência dos "passos" do A.A.  chegou aos esportes. Não sei se eles estavam pensando no meu perfil especificamente. Mas faz sentido.

 

Afinal, frequentar a academia é uma das coisas mais insuportáveis do mundo. E geralmente se você faz isso para o seu corpo melhorar (e não com a desculpa que quer cuidar da saúde), isso vem acompanhado de coisas como comer mais salada e parar de beber. Ou seja: os cinco passos fazem todo o sentido do mundo!

Você pensa em cada passo de uma vez. O primeiro: fazer uma humilhante avaliação física e descobrir que a balança da academia está dois quilos acima. Ou você está quase com obesidade mórbida.

 

O segundo passo é voltar lá depois de ter todas as suas gorduras medidas por um professor chamado Elker. E ele faz uma série tão fraca, que mesmo você, uma seguidora dos passos, pede pra ele incluir mais exercícios.

 

Você está quase pensando em dar uma passada no A.A., pra ver se é mais inspirador. Daí você chega na academia e vê uma faixa: "Parabéns ao primeiro grupo que finalizou o programa!". Tipo o chaveiro do A.A. Em cima do balcão, ao lado das fichas, tem os certificados para os vencedores.

 

Você se lembra que fez um plano anual. E pensa que o Procon talvez não seja tão ruim assim...

 

 

:: Escrito por raq affonso às 23h31
 
 

Abstinência do salão de beleza

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Tem épocas da vida que você não faz nada além de trabalhar. Nada mesmo, a não ser comer porcarias engordativas, dormir pouco e ficar com torcicolo. O puro infortúnio. Maior infortúnio é que nesses períodos você deixa de frequentar o salão de beleza.

 

Ou seja: adeus unha feita, depilação e cabelo com apenas uma cor.

 

E o mau humor aumenta. Você briga com o seu pretê, se sente o pior lixo do mundo. Quando você percebe, nada mais é do que abstinência do salão de beleza! Você está sentindo falta das profissionais do ramo e seu interminável xaveco para você fazer uma depilação íntima, que está muito na moda. Como se existe uma moda nesse setor!

 

Daí você marca um horário quase de madrugada. Chega feliz, a primeira do salão. A manicure/depiladora fala que vai fazer uma faxina, só pra aumentar um pouquinho mais sua auto-estima. E começa a desfiar todos os argumentos pra você investir naquela "tal" depilação. Você inventa que tem alergia. Ela sossega. Pra logo depois tentar de convencer a usar um esmalte vermelho berrante, pra levantar o astral.

 

Você sai do salão com as unhas pintadas na cor volúpia. E com um pouco a menos de pêlos no corpo. Mas se sente incrivelmente melhor. Estranho......

 

 

 

:: Escrito por raq affonso às 12h15
 
 

Quando não ir na festa

Você já foi em muitas festas na vida. Algumas ótimas, outras ruins, outras tediosas....Mas o verdadeiro motivo de orgulho, depois te tantos anos de experiência, seria saber quando não ir numa festa.

Simples assim: desistir, ficar em casa, declinar do convite. Mas nem sempre você tem essa superioridade. Algumas dicas pra saber quando você deve deixar de ir numa festa:

 

- Quando o evento é boca livre, com bebida liberada.

 

- Quando você está correndo de um lado para o outro e vai ter 5 minutos pra jantar. Primeiro passo para a balada dar errado.

 

- Quando você tem que entregar um trabalho importante no dia seguinte. E tem a chance de acordar de ressaca.

 

- Quando você sabe que pode perder o equilíbrio. Literalmente.

 

 

:: Escrito por raq affonso às 18h57
 
 

Quando ela vem...

Tem dias em que ela, a tristeza, vem com tudo. Chega inesperadamente e quase arma um barraco, tal qual é a força de sua entrada. Puxa, e ela nem foi convidada! Saco. Ok. A vida é dura, como diria o Sean Penn. Então, se você for vivo, receberá sua visita vez por outra. E já que ela chegou..

Que seja bem recebida. No momento, com uma antiga canção do Radiohead, para que você possa cantar junto com ela: "I lost myself, I lost myself". E com uma leitura daquele velho livro do Pessoa, aberto em cada uma das visitas dela desde os seus 15 anos de idade. "No dia triste, meu coração mais triste que o dia." Os amigos vão logo saber que você tem visita. Já que você e a tristeza em geral se recusam a sair juntas. Ela prefere ficar em casa, que é lugar quente. Não gosta de se demonstrar escandalosamente nas ruas. Discreta, essa sua tristeza que te visita.

Assim como chegou de surpresa, ela vai. É uma visita relâmpago, E, nossa, ainda bem que seja assim. No dia seguinte ela já foi embora. Claro, você fica meio baqueada com a visita. Ela deixa de lembrança um certo cansaço, os olhos ainda inchados. Mas mesmo assim, algumas horas depois dela ter ido embora, voê pinta os olhos só de raiva. E, para se vingar da visitante, pinta as unhas com um esmalte chamado Desejo. Existe, juro, é da Risquê.

(Por Nina Lemos)

:: Escrito por 02 Neurônio às 18h06
 
 

As unhas e suas cutículas

 

 

Deus fez a mulher e o homem. E depois fez a cutícula e a mania da mulher em retirar qualquer indício dela nas unhas. E você consegue marcar o último horário na manicure no sábado pra cumprir esse terrível e tedioso ritual de fazer a unha. Do pé e da mão.

A manicure reclama que você não faz há muito tempo. Sua cutícula está grudada. Ainda bem! Imagina uma cutícula solta, provavelmente isso seria um problema.

- Qual cor você vai querer?

Essa é a parte mais difícil. Afinal, uma cor feia (ou que caia mal para o seu estado de espírito) pode deixar você ainda mais nervosa do que um monte de cutícula grudada.

Você decide usar o mesmo esmalte que uma senhora sentada ao seu lado. Mas o esmalte é da outra manicure. Que faz uma cara de poucos amigos quando tem que emprestar seu esmalte "francês".

E o que se segue a seguir é um dos piores pesadelos na vida da mulher.

Começa uma tempestade. Você sai do salão correndo. Borra a unha número um. Você se abriga no shopping. Borra a unha número 2. Você decide entrar na farmácia pra comprar um esmalte. E quando chega em casa, depois de gastar uma fortuna, até a chuva passar, já conseguiu borrar 5 unhas. O esmalte "francês" não secou. Ou foi praga da manicure alheia.

E quando você decide consertar, óbvio que fica pior. Dai você se lembra porque vai até o salão fazer a unha de vez em quando. Seu pretê não entende sua crise: "Tá ótimo, nem dá pra ver que tá borrado".

E você decide tirar todo o esmalte.

Malditas cutículas.

 

 

:: Escrito por raq affonso às 20h05

Minhas amigas Monicas

Minhas amigas Monicas adoram um aspirador de pó. Esse objeto é, para elas, sem dúvida, um dos objetos mais queridos da casa. Ou, no mínimo, dos mais usados. Vez ou outra lá estão minhas queridas Monicas, aspirador na mão, em busca de sujeiras que meus olhos não habituados não enxergam.

Um quadro fora do lugar é capaz de deixar minhas queridas Monicas loucas. E, de novo, eu sempre tento ajudar, mas não consigo.

_Não está torto, digo, para tentar melhorar a situação

_Está, você é que não presta atenção, elas me dizem.

Minhas amigas Monicas, claro, são uma referência à Monica Geller, do seriado dos anos 90 Friends. Uma adorável moça com mania de arrumação e meio mandona. Sim, os amigos dela estavam certos em ter medo. Uma Monica em fúria é capaz de praticamente nos atacar com o aspirador. As diferenças muitas vezes são ótimas. E elas me ajudam a pregar quadro, me dizem qual é o melhor lugar para fazer moldura e nem brigam comigo por eu não ter um aspirador de pó. Generosas, as minhas amigas Monicas.

(Nina Lemos)

 

:: Escrito por 02 Neurônio às 22h10