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Quando o roteirsta enlouquece

A temporada 2006 foi um tédio. Nada de muito emocionante acontecia. A moça fez muita análise e ioga, arrumou uns pretês, mas nada que emocionasse. A audiência começou a cair. Aí um roteirista paraguaio teve a idéia genial de colocar o Wander Wildner como convidado especial. Os episódios em que ela freqüentou o show do Wander deram muita audiência! Mais pelo Wander mesmo. Menos pela vida dela.

Mas quando não tinha show.... a audiência dava traço. E logo o cantor decidiu que voltaria a participar ocasionalmente, na categoria mais de amigo, já que compromissos o afastaram das gravações no Café Camalehon, escolhido como locação. O seriado começou a ficar tão entediante que os produtores pensaram em não renovar o contrato para a temporada 2007. Depois de uma reunião tensa, mandaram os roteirstas trabalharem. E eles, que fizeram tão pouco o ano inteiro, enlouqueceram.

Não sabemos se tomaram muito café ou cheiraram cola. Mas o fato é que passaram a trabalhar feito loucos. Muitos novos acontecimentos nas duas últimas semanas da série para garantir a continuidade do ano que vem (e dos milionários salários deles, claro).. Do nada, o seriado ficou muito emocionante, com direito a acontecimentos variados (muitos bons, inclusive).

Os roteiristas das nossas vidas, quando dão para trabalhar, quase nos enlouquecem. Mas é melhor assim. Quando eles estão com preguiça a vida vira um marasmo. A temporada de 2007 promete ser boa. (Nina Lemos)

:: Escrito por 02 Neurônio às 00h25

A arte de levar um bofe ao bazar

Quando começamos a falar histéricas sobre o boato, ele só fez levantar as sobrancelhas e apertar um cigarro. Fumava devagar enquanto observava meia dúzia de mulheres histéricas confabulando. Quanto mais a data se aproximava, mais ele achava tudo muito esquisito. Comecei a receber até telefonemas interurbanos. Do Cazaquistão e da Conchinchina. Todas só falavam daquilo.
Era verdade?
Ou mais uma lenda natalina?!

Sim, estávamos todas loucas. Mas foi só quando eu decretei que ia faltar o serviço que ele tomou coragem e veio tomar satisfações do porquê de tanto alvoroço. Soltei minha mulher bicha interior e gritei:
- Meu amor, é um bazar do Alexandre Herchcovitch!!!!!!!
- De quem?

Não havia dúvidas. Aquele era um cabra macho e eu já tinha desconfiado disso quando ele jurou pelo Padre Cícero que nunca ter ouvido falar o nome “Isabela Capeto” na vida. Apaguei as luzes da sala. E quando ele achava que ia começar um strip-tease... acendi o retroprojetor. Era hora de uma palestrinha rápida sobre a vida e obra do estilista. Da Santa Marcelina à Semana de Moda de Paris. Como as proporções eram boas, os cortes impecáveis, o acabamento exemplar, a mistura dos tecidos que cria caimentos diferenciados e todos os clichês que aprendi nas minhas coberturas de semana de moda, ganhando a vida como farsante charlatã . E o que ele disse diante de tanta informação?
- Ôxe.....

E assim foi, tratando nosso bazar com um certo desdém. Só depois do meu retorno com uma sacolinha cheia de pechinchas que ele começou a desconfiar que aquilo não era tão ruim. Principalmente porque foi agraciado com uma camiseta com uma caveira malévola estampada, que poderia ser usada até por integrante da banda Ratos de Esgoto. Anunciei logo: todo dia iam abrir novas caixas cheias de mercadorias. Uma oportunidade única.
- Ah é? E... será que lá tem.... alguma... calça para mim?

O que?! Será que aquilo era um sonho? Um delírio auditivo provocado pelo uso continuado de Auram 300 mg?! Meu deus, não podia ser verdade. Ele queria mesmo ir. Fui até a janela, soltei dois morteiros comemorativos e prometi subir a escadaria da Igreja da Penha de joelho carregando uma vela em cada mão. Afinal, não é todo dia que um bofe se dispõe a ir, por livre e espontânea vontade , num bazar de moda, espécie de inferno do bem, com mulheres e gays descompensados se esbofeteando. Marcamos, então, uma ida juntos ao evento, sem compromisso. Satisfação garantida ou o seu dinheiro de volta.

O que eu não sabia é que um enviado arquetípico do mundo secreto dos homens estava de tocaia, observando tudo revoltado, prestes a estragar o nosso programa. O homem do gás. Sim, que “precisava dar continuidade ao conserto da tubulação” e resolveu marcar a visita justamente para a manhã de fashion descontrol. Combinamos que eu telefonaria após o conserto. E quem disse que o homem aparecia!? Liguei para bofe para tentar contornar a situação.
- Vai indo que eu vou depois!
- Ôxe. E você acha mesmo que eu vou entrar nesse bazar sozinho, junto com formadores de opiniões e hypes?

Nessa hora, esqueci que estava sem café e banho quente faz três dias e, em nome dos bons modelos masculinos, cancelei a visita do gasista. E rumei para o Jardim Botânico para encontrá-lo. Quase na entrada, ele resolve cuspir e dar uma boa escarrada ali mesmo no glamouroso Espaço Tom Jobim. Tem coisa mais linda? E foi assim que entramos no Bazar do Alê, um paraíso de araras cercado de All Stars de florzinhas e caveiras por todos os lados!!

Ele tirou nota 10 com louvor e medalha de horna ao mérito. Na hora de experimentar a calça, nem se importou com a falta de provador. E só disse uns cinco "deus me livre", "credo" e afins. Saímos de lá com nossas sacolas incríveis. Camiseta do bazar: R$ 25. Ter que tomar café na padaria: R$ 2. Ver seu namorado vestindo uma calça de alfaiataria do Alexandre Herchcovitch... não tem preço!

Aleluia Nossa Senhora dos Modelos Glamourosos! Salve, salve. Amém .

:: Escrito por Jô Hallack às 23h07

A não pizza do domingo

 

Quando eu era pequena, minha mãe comprava pizza todo domingo à noite. Uma pizza meio trash, de um boteco em frente a minha casa, o famoso bar do Estação Botafogo. Isso antes do Estação Botafogo virar um hype. Antes mesmo de virar uma rede de cinemas.

Daí se passaram décadas. E hoje, morando em São Paulo, a terra da pizza, eu não peço pizza no domingo à noite. Afinal, que graça tem comer pizza sozinha?! Nenhuma. Até porque eles não entregam pizza brotinho, como o bar do Estação fazia. Brotinho de mussarela com Coca de garrafa pequena.

Domingo à noite sem pizza é horrível. Só seria pior se a segunda-feira caísse no domingo.

 

:: Escrito por raq affonso às 21h39