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Manifesto pelo direito de ter pena

_ Eu não teho raiva daquela pessoa, na verdade, eu tenho pena.

_Nina, não fala isso, falar que tem pena de alguém é a pior coisa que você pode dizer

De um tempo para cá, é proibido sentir pena. Não cosigo entender o motivo. Então, se alguém souber, please, me explique. Será que a gente tem que sentir raiva e não pode sentir pena? Pois eu sinto. Sinto pena de um monte de gente e não tenho vergonha disso. E, claro, às vezes eu tenho pena de mim, e também não acho que isso seja um vexame.

O que eu vou sentir, por exemplo, por um menino que me sacaneou no passado e é um groupie de escritores alternativos e tira onda em mesa de bar citando autores? Raiva? Não. A sacanagem já passou. Ele não me faz mal nenhum. Nem existe na minha vida. Então, eu sinto pena mesmo. Não deve ser uma vida muito divertida... e isso me dá pena. E não me acho uma pessoa malvada por isso.

Também sinto pena, em muitas situaçòes, de pessoas que eu amo. E eu dou esmola muitas vezes. E sou patrulhada cada vez que falo que sinto pena.

Que tal a gente acabar com isso e liberar o direito de sentir pena? E vale qualquer pena: de gente chata, de familiar, de qualquer um. Posso?

(Nina Lemos)

:: Escrito por 02 Neurônio às 15h12
A hidroginástica da terceira idade

Nunca fui muita boa com ligamentos. Já arrebentei do joelho, do tornozelo, do pulso...e isso que não sou nenhuma atleta. Atualmente, um desses ligamentos rompidos me impede de fazer exercícios físicos. Mas uma hidroginástica para a terceira idade não faria mal, eu pensei.

E lá vou eu, fazer aulas com uma turma em que a idade média gira em torno de 80 anos. "Mas aquela aluna nem parece que tem 83", comenta a professora. E dá-lhe exercícios aquáticos bem suaves. Eu me achando, afinal estava indo super bem entre as alunas. "Hoje vai ter festa de 81 de uma das alunas", avisou a professora.

Comecei a ficar meio deprimida. Minhas colegas de classe tem quase 3 vezes a minha idade. E dá-lhe exercícios ao som de Ivete Sangalo. Mas as aulas começam a dar resultado. E eu me sentindo bem disposta e mais em forma, resolvo jogar basquete.

Sim, basquete.

Não era uma partida normal. Era apenas um 21. Ou seja: quem fizer 21 pontos primeiro ganha. Só dois jogadores e um pequeno gandula. Ganhei a primeira. Perdi a segunda.

"Agora minhas colega da hidro vão ver", penso eu, no auge da serotonina do exercício físico.

Até o dia seguinte, quando não consigo mais mexer meus braços, nem minhas pernas. E provavelmente terei que faltar a hidro. droga.

:: Escrito por raq affonso às 18h41