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BRASIL, Mulher, Portuguese

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Carnaval e outras folias que acabam em barraco
- É realmente, ciúmes no carnaval não dá
- O problema é que casal em carnaval sempre acaba em briga
- Com certeza.
- Mas também não dá para ficar na neura. Um pouco de descontrol é permitido
- Por falar nisso, eu esqueci de te contar, no carnaval passado eu beijei uma fila de mulheres.
- (....)
- Mas eram sapatinhas
- Quantas. Cinco?
- Não. Acho que umas três.

Três dias depois....
- Foi com língua ou sem?
:: Escrito por Jô Hallack às 12h26
Portunhol Selvagem e Psicanálise Selvagem

Meus amigos todos foram tomados por uma praga.  Agorao meu mundo inteiro escreve em portunhol selvagem, um dialeto divulgado aqui no Brasil pelo Xico Sá e seus amigos paraguaios. Si, yo hablo portunhol selvagem muy bien, pero, na hora de escrever... acho muy difícil. Pero portunhol selvagem é assim. Não precisa saber direito, mas tem que ter convicção na hora de berrar (por escrito ou com a voz). Saiba mais e leia textos no idioma no www.carapuceiro.zip.net.

Pois bem, eu estava me sentindo meio excluída do portunhol selvagem, apesar de ser testemunha ocular da disseminação da praga em terras paulistanas. Mas na hora de escrever...tinha preguiça e achava chato.

Só que estava relendo a biogafia do Freud. E uma hora o autor diz que os psicanalistas da época da criação da grande ciência do seu Sigmund praticavam...PSICANÁLISE SELVAGEM! É assim: você sai analisando todo mundo, irresponsavelmente. Vira para um fulano e diz: “seu édipo é mal resolvido”. E para outro: “você precisa trabalhar melhor sua idéia de castração”. Um novo mundo se abriu para mim.

Yeah, eu hablo portunhol selvagem. E também sou praticante convicta da psicanálise selvagem. Mas ambas as práticas só valem por MSN ou em mesa de boteco. E se usted não entendeu nada, não tem problema. Não é pra entender mesmo. É tudo loucura. E brincadeira. (Nina Lemos)

:: Escrito por 02 Neurônio às 20h49
Pomba gira ao contrário

_Olha aquele menino ali. Gato,não?

_Eu acho que você devia paquerar aquele!

Ela quase grita: "eu não quero paquerar ninguém!". Os amigos não acreditam muito. E continuam apontano no clube para rapazes que provavelmente ela nunca será capaz de amar. Mas espera aí. Quem foi mesmo que falou em amor? Não, não precisa amar. Mas, putz. Para qualquer coisa é preciso conversar. E conversar sobre o que com essas pessoas? Vai, pode ser sem conversa também. Joga um charme, vai. Mas, putz. Acordar do lado de um desconhecido, não quero. Quem disse que precisa acordar com a pessoa. Não, não precisa. Mas, putz. Alguma coisa eu vou ter que conversar com ela. Nem que seja pouca coisa. E quase grita de novo, começando a ficar seriamente irritada com os amigos que oferecem pretendentes: EU NÃO ESTOU AFIM DE PAQUERAR NINGUÉM.

Estranho que isso não seja uma coisa simples de entender. Muito estranho. No mundo dela, essa noite, pelo menos, isso é uma coisa tão óbvia.

É isso. Tem vezes que baixa uma pomba gira ao contrário.

(Nina Lemos)

 

:: Escrito por 02 Neurônio às 10h17