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Google me!
Papo de internet: sempre achei que a ferramenta de busca ideal seria uma que pudesse excluir possibilidades. Eu queria telefones de lojas de berimbau mas... sem ser na Bahia. Então, o buscador iria lá selecionar. Realmente, assim seria incrível, pensava eu, e só, com a minha tendinite.
Até que, googlando entediada pela vida (agora mesmo), descobri que isso já é possível (e, aparentemente, só eu que não sabia). Sim, o Google aceita o sinal de "menos"!!!!!!!!!!Não é o máximo?!!!!!!!. Eu achei tudo! Como é que eu nunca tinha tentado isso antes?!!!!!Não me contive de felicidade.
Deu vontade de abrir a janela e gritar bem alto: o google aceita o sinal de menos! Afinal, tem gente que vai na janela e grita o nome do time.
Resolvi ligar para alguém. Precisava desabafar. Mas os pessoal tava ocupado, os pessoal tava na rua, no bar, na realidade. Os pessal tava offline. Eu estava só. Só com a minha tendinite. Apelei.

- Filha você tem se alimentado bem?
- Sim. (Barulho de embalagem de pizza sendo amassada) E o Google aceita o sinal de menos!!!
- (...)

Euforia, euforia, euforia!
E, vocês sabem, depois da eurofia vem a queda livre. Principalmente as euforias com motivos toscos.

Fui chorar na cama, cheia de tristeza. Eu e a minha tendinite.

Ps: Aliás, vocês sabiam que.. O GOGGLE ACEITA O SINAL DE MENOS!
:: Escrito por Jô Hallack às 23h31
O policial melancólico

Ele veio dançando para o meu lado em um bar gótico. Estava meio maquiado e dançava daquele jeito que a gente dançava nos anos 80. Só que isso aconteceu semana passada. Ele veio me pedir um cigarro e puxou conversa no bar gótico. Tinha os cabelos em pé. Conversamos no bar gótico. Ele não quis me falar logo do que vivia. Ele é italiano, isso eu sabia. E logo saberia também que o menino que puxou assunto no bar gótico era um... policial!

Sim, eu conheci um policial em um bar gótico. E ele gosta do que faz, rondas ali, em volta do Coliseu. De noite, sai e dança The Cure e Smiths. Uma vez o policial gótico foi a uma cartomante que disse: "sua vida não vai ser muito boa". Ele acredita um pouco nisso. O policial gótico pede que eu escreva sobre ele. "Já que você escreve vai ter que contar que conheceu um policial neo romantic e melancólico".

Sim, menino que me deu uma pulseira de presente antes mesmo de me beijar, "para que você lembre de mim para sempre, escrevi sobre você. Com certeza eu nunca te verei de novo. Provalvelmente nunca irei a Roma e não tenho seu número nem o seu e-mail. E esqueci seu sobrenome. Mas me lembro de você. E sempre contarei que um dia conheci um policial italiano melancólico em um bar gótico. E que ele me deu um presente.

(Por Nina Lemos)

:: Escrito por 02 Neurônio às 21h26
Flores, flores, flores!
Uma amiga me ligou chateada. Tinha saído na balada e acabou numa rodinha de conversa com dois amigos homens. E o assunto: "como as mulheres estão, minha nossa". "Cheias de nove horas, as de trinta, então, são umas desesperadas. Não sabem ser cachorras (sic) direito, são reprimidas sexuais." O pior é que a minha amiga, quando me ligou, estava mesmo achando que havia algo de errado com as mulheres. E com ela, principalmente. Ela, que é incrível. Acho que, por um minuto, ela realmente achava que precisava de conserto.

Vou pedir o carro do vendedor de pamonhas emprestado e sair por aí gritando no megafone: “As mulheres já fizeram sua revolução faz tempo!!! Pamonha! Compro televisão velha, sofá velho! E continuam fazendo!!!!! Hello!!!!!”

E se tem alguém bocó nessa história (me desculpem os bacanas, isso não é uma generalização), é o homem. Isso mesmo, esses homens de trinta e quarenta anos que continuam agindo como moleques pegadores da praia.
Que ficam perdidos neste mundinho narciso (nós também ficamos perdidas) e dão para falar absurdos.

A mulher é uma revolucionária. E é também uma flor. E seremos sempre flores. Mesmo as presidentes. E queremos ser tratadas como flores. Gostamos de afeto, de relacionamentos, de encontrar aquele mesmo pé debaixo do nosso cobertor. Apreciamos o cafuné (o que é melhor, fazer ou receber?) Gostamos de passar a tarde tomando café na cama com um homem. Queremos ter filhos e, às vezes, não. E quando estamos chateadas nos sentimos seguras quando um macho-macho-man nos abraça. Queremos amores, amores que durem, mesmo que não para sempre. E sem ter vergonha disso! E não estou falando de modelo burguês e fidalguia. E sim de afeto. Algo que não se resolve comprando tênis ou produto Lancôme. Também não se resolve com uma foda ou um apartamento bem decorado.

Se vocês, garotões, não estão nem aí para isso, fiquem tranqüilos. O aquecimento global está chegando. E “a mamãe ama vocês”.
:: Escrito por Jô Hallack às 14h38