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O drama da calça

- Meu filho, veste logo a calça que a gente tá atrasado pra pegar o avião!

- Não, essa calça é boba.

- Tá, tem essas três calças. Escolhe uma e veste logo.

- Não quero nenhuma! Elas são bobas.

O tempo passa. Várias pessoas se revezam na tentativa de fazer o menino de 3 anos botar uma calça boba. Ninguém consegue, nem a mãe que uma hora apela para a força física e tenta enfiar a calça à força. A amiga e madrinha dá a solução: deixa ele ir de cueca.

- Você vai de cueca, pegar o avião?, apela a mãe.

- Vou!, diz alegre e vencedor.

A vó fica abismada, começa uma gritaria e você sai correndo com um menino de cueca azul em direção do aeroporto. No carro, a última tentativa.

- Filho, se o guarda vir você de cueca, a mãe pode ser presa.

- Presa?

- Sim, filho. Bota a calça pra mamãe não ser presa?

O filho olha com uma cara desconfiada. E bota a calça. E dois minutos depois dorme, profundamente, vestindo uma calça boba.

 

:: Escrito por raq affonso às 22h14
Não somos super-heróis
Toda mulher tem um certo desejo de ser meio mulher maravilha. Deve ser por causa da televisão, por causa dos seriados que assistimos. Deve ser por causa da Lynda Carter que usava aquele modelo lindo, com as cores da bandeira americana, para desespero dos nossos pais esquerda festiva.

Toda mulher quer dar conta de tudo. Do trabalho, do serviço fora do expediente, da pele (que tem que ficar boa), do modelo, do cabelo (que anda meio sem corte), dos amores, da falta-de-amores, das festas, da casa, da faxina, do peso (voltei para a ginástica), das compras.

E se alguma coisa dá errado, nos culpamos. Nos sentimos a pior das mulheres. Fracassamos. E não temos nem o avião invisível para escapar.

Ninguém precisa ser super-herói na vida. Não precisamos, aliás, nem sermos heróis. Podemos simplesmente ser uma pessoa bacana. Está de bom tamanho. Talvez isso explique porque Lynda Carter acabou se afogando na bebida, como eu acabo de ler no noticiário de inutilidades de domingo.
:: Escrito por Jô Hallack às 13h04