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O trauma da festa de 15 anos

 

 

Alguns traumas nunca cicatrizam. Ficam ali, escondidos, esperando a ocasião de voltarem com tudo. É o caso do trauma das festas de 15 anos, um trauma fútil, mas nem por isso menos traumático, que acomete as mulheres que, como eu, foram adolescentes lá pelo meio da década de 80, uma época em que estava em voga o traje esporte fino. O pior é que nesse tempo também estava em voga um certo tipo de mãe, a meio intelectual meio de esquerda, que não sabia o que era roupa esporte fino e pensava: “que babaquice burguesa”. Resultado: elas nos convenciam a ir a festas de 15 anos com roupas de malha. E assim criaram um trauma que nunca, nunca cicatriza. “Mas eu pensava que você também achava aquelas festas ridículas e cafonas”, disse minha mãe recentemente, em defesa própria, chocada por saber que eu tinha tal trauma. Eu, que desde a adolescência sempre fui meio intelectual e meio de esquerda com um pensamento fútil desses. Como ela poderia imaginar?

Sim. Trauma. Que volta sempre que aparece uma festa chique. Como esse casamento do amigo querido. “Relaxa que com certeza você vai ser uma das mais bem vestidas”, diz a amiga por telefone tentando me acalmar. E ainda completa: “porque você é elegante sempre”. Tá. Dessa vez o trauma não vai me pegar. Por isso, marco hora no salão. Faço maquiagem e um penteado estilo Amy Winehouse, sapato dourado, carteira dourada. Vestido esvoaçante de seda, viu, de seda. Porque eu não posso ir a um casamento usando um vestido de malha.

Mas por dentro, ele, o trauma, dá seus gritinhos. A menina de 15 anos com roupa errada na festa de 15 anos com traje esporte fino nunca vai embora. Nunca. Sou a própria garota de Rosa Choque. Lembram desse filme? (Nina Lemos)

:: Escrito por 02 Neurônio às 15h34
Somewhere over the rainbow
- Isso não vai te levar a lugar nenhum.

O conselho é dado enquanto você vasculha a sua bolsa nervosamente em busca de 1 real. Um real para inteirar com os 3 que você já tem. E, dessa forma, adquirir um pacote de suspiros caseiros. São daqueles de casa de vó, assados em tabuleiro. Isso não vai te levar a lugar nenhum, diz ele, enquanto compra um pacote de tabaco. E você vai embora. Sem suspiros.

Mas é aí que ele se engana. Um pacote de suspiros pode te levar para muitos lugares. O melhor deles: para além do arco-íris, o açúcar derretendo na boca, aquele sabor distante do limão.
E todos seus neurônios suspirando, suspirando.

PS: o pior deles, a sala de espera do médico de regimes
:: Escrito por Jô Hallack às 16h56
Um novo conceito de moradia

O que você procura quando vai comprar uma casa? Um lugar bacana, pra você morar e receber os amigos. Fazer baladas, almoços e tal. Tem gente que procura um lugar pro resto da vida. Tem gente que pensa em ficar um tempo.

 

Mas atualmente, os novos prédios oferecem novos conceitos de moradia. Coisas diferenciadas. E totalmente horríveis! Por exemplo: um lugar horroroso chamado "espaço gourmet". O tal espaço, nada mais é do que uma espécie de sala de jantar no salão de festas, pra você não sujar sua casa quando for dar um jantar. Agora imagine que coisa detestável, você oferecer uma refeição no salão de festas! Se um convidado beber um pouco a mais e quiser se deitar, vai ter que ir pro hall de entrada, se encostar no sofá.

 

Outra coisa abominável muito comuns nos novos prédios é a churrasqueira na varanda, também conhecido como o chiquérrimo nome de "terraço grill". 8 em 10 novos prédios oferecem esse luxo, pra você assar uma carninha na sua varanda. Agora imagine um prédio de 20 andares. Se todos os moradores resolverem aproveitar o domingo de sol e assar sua picanha ao mesmo tempo, vai parecer que o prédio está pegando fogo! Fora o cheiro delinguiça que pode entrar pela sua casa no sábado a tarde, vindo do andar de baixo.

 

Outras bizarrices imobiliárias:

 

Garage band - O rock de garagem nunca mais será o mesmo quando começarem a aparecer as primeiras bandas formadas nos garages bands dos condomínios de luxo.

 

Praça das babás - Sim, isso mesmo! Uma praça destinada a elas, as babás. Pra evitar que se misturem com o resto dos condôminos.

 

Lan House - Pra seu filho ficar enfurnado, sem ter que sair de dentro do condomínio.

 

 

:: Escrito por raq affonso às 22h08
Os amigos (e os inimigos) de infância

A gente já sabe que amigo não se faz, se reconhece. E quem disse isso foi o Vinicius de Moraes. Ou outra pessoa com ganas de vivir que tenha passado pela terra. “A gente é amigo de infância! A gente só demorou muito para se encontrar”,  gritou um amigo certa vez. Esse mesmo  jura que é amigo do Iggy Pop. “A gente só não se conhece. Mas é amigo”.

E ele está certo. Eu acho. Outro dia mesmo pedi para um amigo novo ser meu amigo e ele respondeu. “Claro, Nina, mas a gente já era amigo antes de se conhecer. “

Tudo isso para dizer que todos os meus amigos acreditam que amizade é assim.Mas outro dia fiz outra descoberta. Percebi que, além dos amigos de infância recentes, existem também os inimigos de infância que a gente acabou de conhecer. “Eu e a fulana nos detestamos desde a escola”, disse para um amigo. “Mas você estudou com ela?”. “Não, mas  se estivesse estudado, a gente seria de turmas diferentes. Ela sentaria na frente, seria líder da turma das loiras e ia me chamar de maconheira. A gente ia super se odiar.” Meu amigo concordou. Então, é assim. Amigo não se faz, se reconhece. E inimigo também. O mesmo vale para os grandes encontros  em geral, querido.

(Nina Lemos)

:: Escrito por 02 Neurônio às 12h48