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A desculpa pra faltar na esteira

Sempre que você pensa que tem que ir na academia no dia seguinte, mil desculpas passam pela sua cabeça. "Preciso ficar com o meu filho", você pensa. Mas ele tem aula de natação, então essa desculpa automaticamente desaparece. "Preciso descansar", você promete. Só que você tem que levá-lo até a perua escolar, ou seja, você vai ter que levantar cedo de qualquer forma. "Preciso exterminar a minha pança", e você acha isso um motivo suficiente para ir até lá.

 

E aí, munida de toda a sua força de vontade, você está lá, andando na esteira, às 8h30 da manhã. Ana Maria Braga explica pras donas de casa tudo sobre a crise nas bolsas mundiais na TV em frente. Graças aos céus você ganhou um I-pod e pode apenas ver as imagens, enquanto escuta o Last Shadow Puppets. Muito satisfeita com todo esse vigor, você começa a perder toda a animação quando olha para o lado.

 

Ao seu lado, uma mulher completamente suada, sai direto da aula de spinning para a esteira. A aula deve ter começado umas 7h30, pra ela estar lá a essa hora. Ela descansa uns 30 segundos antes de engatar uma corrida de meia hora na esteira. E olha que ela não tinha barriga alguma para exterminar (provavelmente por isso). E você lá, andando a 10 kilômetros por hora e se achando a pessoa mais determinada de todos os tempos.

 

E chega o dia seguinte à noite. Momento exato para a invenção das desculpas do dia seguinte. Você se lembra das cervejas da balada anterior. Rouba um pouco dos sucrilhos dos seu filho. E reza para a sua companheira de esteira ter inventado uma desculpa melhor do que a sua.

 

 

:: Escrito por raq affonso às 23h00
Um sarrinho não dói
Você, cara amiga leitora, com certeza já foi sarrada. Naquele ônibus cheio, num baile de carnaval, alguém foi e pronto: passou a mão na sua bunda. Ops! Pode até ter sido mais safadeza, hora do rush e, de repente, aquele sujeito sem vergonha encostou em você. Dá para sentir o seu pau rígido contra o seu corpo, todas nós já passamos por isso. E pronto.

A televisão ligada na mesa redonda de segunda feira, com o rabo do olho vejo os mesmos comentaristas de sempre fazendo os mesmos comentários de sempre. Até que um grande tema sacode o programa. Um jogador foi sarrado em pleno campo, no Grêmio Botafogo. O juiz não estava olhando, o botafoguense Carlos Alberto foi lá e... ops! Passou a mão na bunda do adversário enquanto o juiz não estava olhando. Um denguinho, uma coisa rápida. As câmeras de televisão mostraram a patolada para todos, com direto à câmera lenta.

O mais bizarro foi a revolta generalizada com o ato. Para os comentaristas, aquilo era o fim da picada. Pior até que uma falta grave, pior do que um carrinho, pior do que provocar uma fratura exposta, pior do que furar os dois olhos usando os dedos, pior do que dar uma cotovelada no crânio, pior do que esconder uma peixeira no calção e esfaquear o juiz, pior do que chamar a mãe de meretriz, pior do que pisar no joelho recém-operado do adversário, pior do que aleijar o colega.

Eles, os senhores comentaristas, queriam uma atitude severa da lei futebolística. Para que fatos como aqueles não se repetissem. Minha nossa, que exagero, só por causa de um sarrinho.
:: Escrito por Jô Hallack às 20h14