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O fim da frase: "você tem fogo?"

_Você tem fogo?

Quem na vida nunca usou essa estratégia de paquera? Ela sempre foi muito simples e simpática. E você nem precisava fumar. Podia fingir, dar uns tragos e depois jogar o cigarro fora. Ou nem acender. Essa era apenas uma maneira de chegar em alguém. Bacana. E também uma forma de fazer amigos.

Quantas amizades não foram feitas na noite com essa perguntinha simples? Muitas. Quantas histórias de amor não começam com “então, ele foi me pedir um cigarro”. Pronto. Tudo isso acabou. Em breve ninguém mais vai poder fumar dentro de nenhum lugar em São Paulo. Nem no show de rock de um pretê que te deixa nervosa. Nem lá pelas cinco da manhã na boate, quando você não sabe mais o que fazer com as próprias mãos depois de cinco conversas com um bonitinho e “nada dele te beijar”.

Também acabou a cumplicidade da ala de fumantes. “Onde vamos sentar?” “Ah, lembrei, você também fuma”. Ou mesmo a gentileza do homem que não fuma mas aceita a área de fumantes só para nos agradar. Acabou. Não existirão mais áreas de fumantes em restaurantes.

E os cafés? O que serão deles? O que fazer naquela hora em que você acaba de beijar o cara pela primeira vez e está decidindo se vai ou não para a casa dele? Quer dizer, você acaba indo sempre, mas é bom fumar um cigarro para pensar.

E as discussões? E agora? Como vai ser? Melhor nem pensar nos pés na bunda. Imagina levar um pé na bunda em um restaurante e não poder fumar na hora em que ele diz que “veja bem, melhor a gente ser mesmo só amigo”. E no Studio ou coisa parecida, depois que aquele seu caso acaba de agarrar outra na sua frente? Desespero.

Cigarro faz mal pra caramba. Mas já tem muito texto falando sobre isso hoje na Internet. O que lamento nesse espaço é que nunca mais, no meio do clube, ouvirei a frase: “Você tem fogo?”. Triste. (Nina Lemos)

:: Escrito por 02 Neurônio às 22h32
O momento lama da ginástica

Tem dias que saímos da ginástica nos sentindo uma deusas gregas. Nossa pele viçosa, perninhas roliças, farolzinhos acesos,  gotinhas de suor. E o mundo aos nossos pés.
 Tem dias que não. São aqueles em que a gente acordou sem muita coragem para a vida. Mas fomos malhar assim mesmo, num ato de coragem. Tudo em você é coragem, a não ser o modelo bizarro do desanimo que você veste .  Você é um saco de batata andando na rua.  E é nestes neste dias, quando estamos no momento lama da ginástica, que encontramos conhecidos na rua. Geralmente, na volta.
Quando você está tchuthuca , se sentindo, a rua é um verdadeiro deserto. Ninguém esta nem aí para a sua formozura, o seu short-saia, o seu bíceps. Quer dizer,  os amigos do Simpátia da Gávea estão. O povo do “Simpatia” – pé sujo na esquina da minha casa -  sempre está aí para nós!  Mas os bêbados do simpatia são praticamente da  família. E, por isso, você não quer mais impressioná-los. Costumamos tratar com um certo desprezo as pessoas de quem somos íntimas.
Já no momento lama da ginástica, você  costuma encontrar todo mundo que você quer impressionar. Aquele seu conhecido artista plástico. Ex-namorados. O cara do seu antigo serviço que vai falar na redação que você é um monstro gordo suado e descabelado.  Eu já encontrei até mesmo o meu contador.
E quando a pessoa, sem saber o que fazer, quer dar dois beijinhos? Aí, é hora de mostrar que os seus tiros de corrida não tem sido em vão. E, tal como um Bolt  versão gatinha, desaparecer pelo bairro.
Sem esquecer, claro, de passar em câmera lenta, carruagens de fogo, pelo Simpatia. Porque Simpatia é quase amor! E um bêbado sempre vê a elegância na vida.

:: Escrito por Jô Hallack às 23h10