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Eu sou o homem caído no seu apartamento, morto, ataque cardíaco fulminante, encontrado dois dias depois
Eu sou a mulher, maquiagem borrada, a mulher que conversa com o seu pedaço de pizza
Eu sou a velha, parada diante da porta dizendo que quem toca a campainha é um fantasma
Eu sou você
Não diga que não. Olhe no espelho e verá que eu sou você

:: Escrito por Jô Hallack às 01h45
O mood guy

Algum dia ele é fofo. É raro. Mas acontece. E quando ele dá para ser fofo, ele é mais que fofo. O sujeito é algo parecido com o homem mais comovente do mundo. Outros dias, ele é tosco. Te trata meio mal. Isso se olhar direito na sua cara. Esse é mais um tipinho masculino da nossa lista. Uma bobagem. Mas é divertido brincar de catalogar seres humanos. Principalmente porque a gente sabe, no fundo, que as pessoas não são catalogáveis.

Um mood guy pode ser um pretê, um amigo. Outro dia mesmo eu tentava explicar para um cara comum (deus  me livre das pessoas comuns) porque eu fiz uma festa de aniversário para um amigo certa vez em que todo mundo foi proibido de falar parabéns porque senão o meu amigo iria embora. Uma festa que ele não sabia que era a festa de aniversário dele. "Mas que complicado esse seu amigo, não?", disse o cara comum. Eu expliquei para ele que existem pessoas que são fodas, mas tão fodas que podem ser temperamentais. A gente aguenta. Eles podem.

E depois que você aprende a lidar com um mood guy, as coisas deixam de ser complicadas. Pelo tom de voz você já sabe se ele está no modo fofo, no modo histérico ou no modo intratável. É só se adaptar. E ir embora se ele estiver intratável sem falar direito com ele. O que importa, de verdade, é que existem temperamentais que vão ficar para sempre em nossas vidas. Mesmo com os seus moods tão complicados. Por que? Porque eles valem a pena. Lá no fundo. De verdade. Ao contrário das pessoas comuns. As pessoas comuns que são (todas e todos os dias) iguais. (Nina Lemos)

 

:: Escrito por 02 Neurônio às 20h24