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Flora , fauna e o inferno

As jabuticabas voltaram.
Lembro muito bem da última vez que eu comi jabuticabas, foi no ano passado, só que não era eu, ou melhor, era o eu que preferia ser e que já fui.
Mas os passarinhos comeram as migalhas de pão que marcavam meu caminho de volta.

:: Escrito por Jô Hallack às 18h32
O presidente que chora

“Eu estava quase chorando de nervoso”. A frase é do presidente Luís Inácio da Silva, que mostrou ser como nós (ou a maioria de nós). Ele chora de nervoso. Que alívio para alguém que também quase chora de nervoso muitas vezes. Depois, o presidente foi lá e abriu o berreiro. Chorou de verdade. E mostrou que é um homem antigo e com classe, daqueles que andam com lenço no bolso. Para chorar.

Eu também choro. Quase todo dia. De alegria, de tristeza e de emoção. Sou passional como o Mr. President e posso, com certeza, falar frases do estilo: “se eu morrer hoje, já está bom”. Lembro que eu disse isso recentemente quando o amigo de uma banda me dedicou a minha música predileta de adolescência. Por que não diria isso se fosse presidente do Brasil e soubesse que o país ia sediar as Olimpíadas?

O choro do presidente Lula não foi forçado, não, como já estão dizendo por aí. Nem estratégico. Quem chora muito sabe que não é assim. Se eu choro no meio de uma conversa não é porque eu penso: “agora eu vou chorar e amolecer um coração”. Eu choro porque não controlo. As lágrimas vêm. Mas também sabemos engolir o choro, como o presidente disse que fez na hora do discurso. Seguramos a onda na hora de trabalhar. E depois choramos tudo depois.

Que bom a gente ter um presidente que chora. Que isso deixe os meninos mais à vontade para liberar suas lágrimas. E as meninas menos culpadas quando choram. Obrigado, Luís Inácio, por mais essa. Agora, você acaba de liberar o direito ao choro no país. Ah, conselho para o presidente: um par de óculos escuros. Ajuda. (Nina Lemos)

:: Escrito por 02 Neurônio às 16h32
Como fazer a fila andar sem brigar?

OK. Deu tudo errado. Não rolou. Por um tempo foi bom. Mas ACABOU. Normalmente, nesses casos, o jeito é brigar com a pessoa. Se convencer de que ele era um idiota completo. Mais fácil ainda se o indivíduo for um canalha. Aí é só falar uns absurdos para ele no telefone. Mandar tomar no cu. É feio. Mas costuma funcionar. Você esquece que aquela pessoa existe rapidinho. Claro, você chora algumas noites e fica se achando louca por ter dado um barraco telefônico. Mas funciona. E, vamos ser sinceros, tem vezes na vida em que só precisa FUNCIONAR. A fila tem que andar, porque aquilo deu errado, estava te fazendo mal.  E, como diz uma linda canção do Jimmy Joe: “Quando eu penso em nós, eu me sinto muito mal, mas é bem melhor assim, sem você eu sei”.

Sim, você SABE. Está cansada de saber. É melhor sem ele. E pronto. Agora, se o cara for uma pessoa legal (e isso acontece o tempo todo), o que fazer? Como se livrar do de uma melancolia que bate às vezes quando a noite chega e você fica só consigo mesma? (Sim, vou citar vários gaúchos nesse texto).

Você pode fazer como ele e fingir que não existe nada de errado, que está tudo ótimo (na verdade, tudo péssimo, mas ele sempre achou que a vida é péssima, então, um péssimo a mais, um a menos, não faz diferença). Só que com você não é assim. A vida não é péssima, calma lá! Por isso você só quer tirar o peso e fazer a fila andar sem brigar. Tudo para que o seu mundinho volte a ser até bom (porque, repito, você não acha que ele é ruim e tem um imenso orgulho da própria vida). Você só quer esquecer a tristeza. Isso não devia ser fácil? Para esquecer que foi triste é preciso brigar e tratar o carinha mal? Como a gente volta a ficar alegre sem mandar tomar no cu? Heim?

Ter 38 anos é uma merda. Ter 18 anos de análise também. Ser madura e legal é horrível. Às vezes eu queria ter 25 de novo (e conheço gente de mais de 40 com essa cabeça de 20 e poucos) só para voltar a dar barraco.E a achar que qualquer homem com quem não rolasse era um monstro. Era mais simples assim... Mas, ah, não dá para voltar a ser assim. (Nina Lemos).

:: Escrito por 02 Neurônio às 20h47