Todo mundo sabe que viajar no fim do ano pode ser um terrível infortúnio. Ainda mais se você for para um lugar onde o inverno foi o mais frio das últimas décadas. E quando liga a televisão só assiste a notícias assustadoras sobre o Big Freeze. Tudo bem, suas pequenas férias estavam no final quando a nevasca chegou e no dia da volta, a neve parou. Ou seja: certeza de que você ia conseguir embarcar sã e salva, de volta pro Brasil 40 graus.

 

Foi o que aconteceu, com algumas horas de atraso. O único problema foi que suas malas não foram junto. Nem as suas e nem de nenhum passageiro. A British Airways informou na hora do embarque, que os passageiros iam; mas que seus pertecences ficavam. E quem não quisesse embarcar, podia ficar no aeroporto de Hearthrow, a uma da manhã, com menos 10 graus.

 

No Brasil, eles garantiram que as malas chegariam inteiras nas nossas casas. Dois dias depois, chegaram duas malas inteiras. Mas de um outro passageiro, com o mesmo sobrenome. Provavelmene, a British usou um método de identificação bem seguro: pelo sobrenome! Se pessoas com sobrenome Affonso tiveram suas malas trocadas, imagina quem se chama Silva! Como a empresa não se manisfestava, resolvemos ir lá na casa do outro Affonso, tentar trocar as malas. Depois de muita confusão, consegui as malas de volta.

 

Com um detalhe: nesse meio tempo, uma das malas teve algumas coisas furtadas. Incluindo todas as bijouterias compradas na liquidação da Acessorize! O ladrão (ou a ladra) ficou com todas as pechinchas de 3 libras que eu tinha comprado. E eram muitas....

 

Não dá pra saber o que é pior: a incompetência da empresa aérea, ou a perda dos produtos da liquidação da Acessorize. Uma coisa é certa: na próxima viagem, todas as preciosas quinquilharias voltam na bagagem de mão. Por outra empresa.