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Com vocës, Walt Whitman!

Aquele verso do Walt Whitman, lido há tanto tempo, veio assim de repente. “Seja você quem for, agora, segurando a minha mão, sem uma coisa há de ser tudo inútil_ é um leal aviso que lhe dou, antes que continue a me tentar_ não sou aquele que você imagina, mas muito diferente. “   Coisa mais linda. Os olhos se enchem de lágrimas. Eta verso que serve para tudo e para todos. Sim, somos muito diferentes daquilo que imaginam. Isso vale para leitores, novos amigos, ficantes ou qualquer um que passe, assim, como quem não quer nada, em um segundo da nossa vida. Polaróide que podemos perder, rasgar ou esquecer que existe. E elas sempre perdem a cor. Mas agora é tudo foto digital! E a gente deixa ali dentro da câmera e até esquece de passar para o computador. Um dia, quando o arquivo está cheio, apagamos a foto. Simples assim. Mas o Walt continua a falar. “Quem é que gostaria de lançar sua candidatura ao meu afeto? O caminho é suspeito, o resultado é incerto, destrutivo talvez.” É isso, eu nunca disse que era fácil. Aqui é festa, amor. Mas aqui não é feira da uva, não. E como o velho Walt termina o poema? “Deixe-me agora, antes de perturbar-se ainda mais, deixe cair sua mão do meu ombro,coloque-me de lado e siga seu caminho.” COISA MAIS LINDA! Aqui é vida real. E não existe encontro sem perturbação. Aqui tem festa mas tem vida, e tem dor. Até os versos do Walt nos perturbam. E perturbaram tanto o Fernando Pessoa que ele foi lá e escreveu Saudação a Walt Whitman. Onde grita. “Abram-me todas as portas, por força que hei de passar. Minha senha? Walt Whitman.” A minha senha é a mesma. Walt Whitman. Ao fundo, o Morrissey canta. Sister, I’m a Poet.

(Nina Lemos)

:: Escrito por 02 Neurônio às 14h37
Existe um coração

Existe um coração. Eu só queria que vocês soubessem disso. É um coração bem grande e generoso até demais, pronto para fazer todo mundo caber dentro dele. Um coração que oferece casa, comida, roupa lavada, amor, carinho e amizade de verdade. Existe esse coração. E ele não muda de acordo com as datas do ano. Ele é o mesmo no Natal, no Carnaval, no frio de junho. Talvez no frio ele fique mais contente e calmo. Mas o fato é que existe um coração que se machuca ao menor toque descuidado. Sai sangue. E esse coração, para se defender, tira correndo a pessoa que encostou ali de mau jeito e provocou o machucado tão dolorido. Pode doer tirar. Mas ele tira. Arranca aquela pessoa dali. Porque existe um coração sensível, generoso e disposto a dar casa, comida, roupa lavada, amor, carinho e amizade de verdade. Era só isso o que eu queria dizer para vocês, meus amigos. Existe um coração exigente. E ele vai continuar assim porque já se sabe que certas coisas não mudam nem são ruins. Elas são assim. E pronto.Quinze anos de análise e o coração continua o mesmo. E quem conhece bem de perto e de verdade diz que é bom que seja assim. E ama esse coração assim mesmo, do jeito que ele é. Ele e os seus caprichos. (Nina Lemos).

:: Escrito por 02 Neurônio às 17h05
O Carnaval e a desculpa para o surto

Tem gente que surta no Carnaval. Sai pegando todo mundo, se veste de mulher, coloca uma melancia no pescoço, para tudo se acabar na quarta-feira. Eu nunca gostei de Carnaval. Desde criança. Esse ano até dei uma chance. Mas tive uma iluminaçao e descobri qual o meu problema com a folia. Eu, como canta lindamente meu amigo Tatá Aeroplano, äs vezes surto mesmo. Várias vezes por ano. Só que eu näo preciso de desculpa (e nem de data) para surtar.

Alguns surtos, tipo certo ataque de euforia acontecido em um puteiro da Augusta em junho do ano passado (hey, marcos, hey rodolpho), sáo surtos ótimos. Outros, como aquelas coisas que todo-mundo-sabe-como-acontecem sáo surtos chatos. Porque sáo momentos de tristeza. Náo, eu nem sou bipolar. Eu sou humana! E sou livre (thanks, Freud). Por isso, eu me fantasio durante o ano, claro! Tenho amigos que sao legais o suficiente para darem festas onde a gente pode dançar de maiö se quiser. E eu também fico com quem eu quero (se a pessoa quiser etc). Nao preciso de desculpa para sexo casual, portanto. E nem para ataques de baladas sangrentas que vao acabar lá pelas seis da manha e onde eu faço até bobagens que nao devia (eu disse que eu SURTO mesmo).

Eu canto até fica rouca em qualquer mës (hey, xico, vocë lembra daquele último show do wander? Aquilo não foi sensacional?). E danço, danço muito, até os pés doerem (eu e Vivian no shoiw do Del Rey no Rio, loucas). Eu grito na rua. Bem alto. É só eu encontrar certos amigos no Sujinho, principalmente os gaúchos (Ei, Estevito!). E, ai, quando eles se juntam com os pernambucanos...

Eu só tento o ano todo ser fiel e não magoar os meus amigos. Mas isso eu tento o ano todo. Nem sempre consigo. Mas eu me esforço.

Nina Lemos)

(Texto dedicado ao Marcos Brias, pelos surtos compartilhados, pelo consolo na noite de hoje e pelo cuidado que ele tem em tentar näo me magoar. E também por ele ser o mais dark dos darks forever).

:: Escrito por 02 Neurônio às 23h24