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Abecedário do Amor Breve

  

A

A fim: quando você inventa que quer relacionar com um sujeito qualquer só para matar seu tempo

 

B

Breve: Curto espaço de tempo,  um sopro, tempo subjetivo que parece uma nada.

 

C

Caralho! Não mereço!: Interjeição usada quando o sujeito do qual você ficou a fim agiu como um idiota e você percebeu que estava com ele só para matar o tempo

 

D

Destir: a percepção óbvia de que suas pantufas te amam

 

E
Eu te amo: clichê romântico que adorarmos ouvir e dizer, quando esbarramos no novo amor breve, que inventemos que estamos a fim, até que ele seja vacilão, ou você vacile, ou você perceba que aquilo era uma ilusão de ótica, ou ele fuja para o Piauí covardemente, você se apaixone pelo seu edredon e ...


E assim até o Z, em loop amoroso...

 

 

:: Escrito por Jô Hallack às 11h49
Confissões de uma Fanática por Eleições

Tem gente que gosta de Copa do mundo. Outros preferem Olimpíadas. Há, claro, os que não perdem o Carnaval. E existe também um tipo de gente, por vezes incompreendida, chamada os Fanáticos por Eleição. Eu amo Ano de Eleição. Desde que me entendo por gente. E minha primeira lembrança não podia ser mais passional. Lembro que o meu pai odiava a Sandra Cavalcanti. Odiava muito. Lembro até do partido dela: PTB. Na época não existia eleição para presidente, claro. E o meu pai, que como eu era um Fanático por Eleições, exercia sua paixão nas modestas eleições para deputado (devia ser estadual). Eles (meu pai e minha mãe) gostavam da Heloneida Studart, uma feminista (e eu cresci e deu no que deu, ah). E o meu tio gostava da Sandra Cavalcanti.

 Sei que um dia cheguei na casa das minhas primas e elas estavam com uns panfletos da candidata. O que a criança inocente que eu era fez? Rasgou os santinhos, claro. E ainda jogou tudo para o alto rindo e gritando: “fascista! De direita!”

 Bem, eu não devo ter gritado isso porque eu tinha uns sete anos e não conhecia essas palavras. Não sei o que eu falei. Fato é que levei uma bronca horrível depois. Essa deve ter sido a primeira vez que eu fui chamada de radical. E vamos lembrar, eu só tinha sete anos.

Cresci, um pouco, e fui ao comício das diretas. E virei uma Tancredista fanática. Chorei muito quando ele morreu e tinha uma gata chamada Risoleta Neves. Claro, também chorei quando a emenda das Diretas não passou. Eu e ele. E o ele é o meu pai.

Depois, claro, ele era brizolista. E eu também. Fanática. Fui a vários comícios na Cinelandia. Assistia os debates (amando, e até hoje eu amo). Não acompanhei a época do Fora Collor muito bem porque estava sofrendo por amor. E isso me lembra o quanto horrível é sofrer por amor. Meu deus! Até uma Fanática por Eleições fica deprimida e perde o melhor da festa: as passeatas! Claro, eu também adorava uma passeata.

Vou parar de contar minhas memórias políticas por aqui, porque senão vai parecer que eu tenho 80 anos, e eu ainda nem fiz 40. Só vou lembrar que quando o Lula ganhou da primeira vez o Pedro Alexandre deu uma festa. Em certa hora a síndica reclamou do barulho. Ele pegou o interfone e disse: “agora você vai ter que nos agüentar porque o país é nosso!”.

Agora, fazemos campanha no Twitter e perdemos seguidores. Não conseguimos falar de outra coisa. E eu, que ia escrever sobre desilusão romântica e outros sofrimentos narcísicos, olha só, acabei escrevendo sobre política. Como é bom ser uma Fanática por Eleições. Viu?

 (nina lemos)

 

:: Escrito por 02 Neurônio às 18h40
A vida sem empregada

Sim, esse é um texto pequeno burguês. Se é que ainda existe esse termo. Por isso, se você for do MST, anarquista, contra-cultura nem leia.

 

A vida sem empregada é muito dura. Pelo menos para quem tem filho. Pequeno. De repente, de um momento para outro, você precisa limpar, lavar, passar, cozinhar, fazer mercado, levar e buscar na escola. Brincar, ensinar, passar valores positivos, fazer a lição, jogar wii. Ah, e trabalhar, pensar estratégias, pagar contas. E dormir e tomar banho, se der tempo.

 

O que te faz pensar: morar na Europa deve ser meio ruim, caso você tenha filhos. Porque se você trabalha e precisa cuidar de um filho sem nenhuma ajuda...uau! Você vai seriamente repensar a maternidade. E a existência da igualdade entre os sexos, que acaba fazendo com que a mulher quase sempre trabalhe pelo menos o dobro do homem. E ganhe um pouquinho menos, afinal, ela tem que cuidar das coisas de casa.

 

Melhora logo, Alzira!!!

 

 

:: Escrito por raq affonso às 22h16