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Vanilla Caramel Brownie

 

Calor, confusão, alagamento?

 

Mau humor, uruca e bad vibe?

 

Exames chatos, dor e sofrimento?

 

Tome Vanilla Caramel Brownie. De preferência vendo Tom e Jerry na TV. Conforto para toda as dores. E ruína da dieta.

 

 

:: Escrito por raq affonso às 21h36
A vida náo é Gossip Girls (um momento tia)

Ok. Vou ser bem velha e bem tia agora. Mas ando pensando nesse seriado  chamado Gossip Girls. Vi poucas vezes, mas deu para perceber que faz mal para a alma. Um bando de riquinhos de NY se estapeando por causa de roupa e de homem? Não, a vida não é Gossip Girls. A minha não é, claro, nem teria idade. Mas a minha vida NUNCA FOI GOSSIP GIRLS! Isso com a graça de deus, ou dos meus pais, ou dos meus amigos. Ou de mim mesma.

Tudo bem. Cada um vê o seriado idiota que quiser. Dane-se. Mas garotas adolescentes vendo essa porcaria sem valores, onde o que vale é o dinheiro e a roupa?

Ah, gente, quando eu tinha a idade de vocês estava assistindo mostra de cinema experimental alemão. Foi quando eu conheci o Jim Jarmush e me apaixonei por ele (e hoje decidi que eu quero ter um anel de caveira igual ao dele. E pensar em ter um anel de caveira me fez feliz por alguns minutos). Também foi quando conheci o Godard e o Eric Rohmer. E quando tive um ataque de pânico vendo um filme do Bergman (uma coisa que você só deve fazer aos 18 anos, depois faz mal). Fiz o que todo adolescente, em tese, faz. Ou seja, enlouqueci. Mas essa é a época de enlouqucer, oras!

E vocës perdendo tempo vendo Gossip Girls e pensando em roupa de grife cara? Não, vai! Adolescência é época de andar igual a um mulambo e de ouvir da mãe que ela tem vergonha de andar com a gente na rua!

A minha já me proibiu de ir com ela no shopping. Isso porque eu tinha feito amizade com um hippie que vendia camiseta do The Doors na rua e só queria saber de andar com elas (droga, porque a gente não guarda essas coisas?).

Eu assumo que esse é um texto de velha meio tia. Não me importo. E continuo. O que vai ser dessa gente se elas crescerem acreditando que o que importa na vida é um bom apartamento em NY e um vestido de uma grife que eu nem sei o nome? Heim? Vão sair caçando marido rico?

Ok. Existe salvação. E nesse minuto o meu amigo de 16 anos entra no MSN e  pergunta

_ Já leu o conto que eu escrevi baseado numa música do Tom Waits? Amém, Fernando, Amém.

E vamos mandar juntos todas aquelas patricinhas de Gossip Girls para a puta que o pariu! E encomendar agorinha os nossos anéis de caveira. Iguais ao do Jim.

(Nina Lemos)

:: Escrito por 02 Neurônio às 01h30
O Grande Cansaço

. O grande cansaço te acomete algumas vezes por ano. Em geral, ele tem uma causa específica, tipo o trabalho intenso por uma semana em um evento de moda, ou um surto de excesso de balada que te dá e te faz ficar quatro dias sem dormir. Ou na quarta-feira de cinzas.

Na verdade, o grande cansaço sempre parece uma quarta-feira de cinzas. E lá fica você, assustada com um cansaço tão grande e com medo de estar entrando em depressão.

_Será que eu estou deprimida?, você pergunta para uma amiga.

_Nina, só para te lembrar, isso acontece todo ano, diz ela, também alvo do grande cansaço.  

Quando o GC te pega, você corre alguns riscos. Além de achar que está deprimida, você pode ser acometida por pensamentos negativos (o que pode até te deixar deprimida de fato). Você vai começar a achar que a sua vida é uma merda e esquecer de todas as coisas boas (que são muitas) e focar na falta. Seja ela qual for. Você também corre o risco de ter recaídas românticas e se pegar pensando (e quase sofrendo) por tristezas amorosas que você já superou. E chorar por um amor que deu errado faz um ano. Ou achar que aquele cara com quem definitivamente “a gente junto não rola” é o homem da sua vida.

Durante o Grande Cansaço, você lê livros tristes e sente dor no corpo. E pensa. ~

_Será que eu estou doente.

Não, não está. Você é apenas uma vítima do grande cansaço. Uma pessoa que poderia ser diagnosticada com exaustão. E que por isso vai na farmácia e compra um vidro de vitaminas. E toma banho gelado.

Uma hora o Grande Cansaço passa. E você esquece dele. Até se meter de novo na mesma coisa que te causa o mal, Porque o grande cansaço é tipo as dores do parto, você esquece completamente que sofreu do mal. E levantou.

(Por Nina Lemos)

:: Escrito por 02 Neurônio às 19h53
 

 

Todo mundo sabe que viajar no fim do ano pode ser um terrível infortúnio. Ainda mais se você for para um lugar onde o inverno foi o mais frio das últimas décadas. E quando liga a televisão só assiste a notícias assustadoras sobre o Big Freeze. Tudo bem, suas pequenas férias estavam no final quando a nevasca chegou e no dia da volta, a neve parou. Ou seja: certeza de que você ia conseguir embarcar sã e salva, de volta pro Brasil 40 graus.

 

Foi o que aconteceu, com algumas horas de atraso. O único problema foi que suas malas não foram junto. Nem as suas e nem de nenhum passageiro. A British Airways informou na hora do embarque, que os passageiros iam; mas que seus pertecences ficavam. E quem não quisesse embarcar, podia ficar no aeroporto de Hearthrow, a uma da manhã, com menos 10 graus.

 

No Brasil, eles garantiram que as malas chegariam inteiras nas nossas casas. Dois dias depois, chegaram duas malas inteiras. Mas de um outro passageiro, com o mesmo sobrenome. Provavelmene, a British usou um método de identificação bem seguro: pelo sobrenome! Se pessoas com sobrenome Affonso tiveram suas malas trocadas, imagina quem se chama Silva! Como a empresa não se manisfestava, resolvemos ir lá na casa do outro Affonso, tentar trocar as malas. Depois de muita confusão, consegui as malas de volta.

 

Com um detalhe: nesse meio tempo, uma das malas teve algumas coisas furtadas. Incluindo todas as bijouterias compradas na liquidação da Acessorize! O ladrão (ou a ladra) ficou com todas as pechinchas de 3 libras que eu tinha comprado. E eram muitas....

 

Não dá pra saber o que é pior: a incompetência da empresa aérea, ou a perda dos produtos da liquidação da Acessorize. Uma coisa é certa: na próxima viagem, todas as preciosas quinquilharias voltam na bagagem de mão. Por outra empresa.

 

 

 

:: Escrito por raq affonso às 15h26
Em 2010 eu vou..

Em 2010 eu vou... Não adianta. Em muitas conversas a gente acaba falando isso. Em 2010 alguns amigos dizem que vão voltar para a ginástica. Outros vão arrumar o amor da vida. E eu aqui, vendo o mar passar, só consigo pensar que 2010 começou e eu não consigo sair da praia. Vou ter que trabalhar, porque é preciso, mas em 2010 eu vou...E não adianta, não me vem nenhuma resolução de grande porte.

Em 2010 eu vou continuar a falar mais do que eu devia. Porque na verdade eu não acho que eu falo mais que eu devo. Eu falo e escrevo porque eu preciso. Pronto. Isso está decidido. Bigmouth vai continuar atacando e gritando pelo computador muita coisa que a deixa indignada. Porque, bem, porque eu sou assim e vou continuar atacando.

Também vou continuar acreditando no ser humano. Apesar de, só no mês de dezembro, ter levado umas lambadas de gente DAQUELAS que te fazem descrer na espécie humana. Mas eu vou continuar fazendo novos amigos e me encantando por pessoas (essa semana já me encantei por umas três). E elas já são consideradas queridas e já foram convidadas para ir na minha casa.

Algumas pessoas vão continuar não gostando de mim sem me conhecer e deixando isso bem claro. E aí eu vou detestar essas pessoas para sempre e não serei amiga delas.

Continuarei incondicionalmente amiga dos meus amigos e os defenderei como unhas e dentes, porque vou continuar acreditando que ao meu lado há um amigo que é preciso proteger.

Vou me magoar em 2010 muitas vezes, claro. Mas vou tentar me defender melhor, apesar de não colocar muita fé nessa decisão. Tem gente que se joga na vida. Eu pertenço a essa categoria. E eu que me vire com isso.

Talvez eu me apaixone e perca noites de sono (aconteceu ano passado). E talvez seja bonito apesar de dar meio errado (aconteceu ano passado). Vou continuar uma romântica smithiana que vê beleza até na impossibilidade.

Em 2010.. eu vou continuar indo para Berlin, porque vou continuar acreditando que a gente se apaixona por cidade e deve aproveitar quando essa paixão é correspondida. Provavelmente não vou ter nenhum filho. E comprar a casa própria, pode ser, mas também não coloco tanta fé. Em 2010 eu vou escrever um livro novo e isso é uma certeza. Já comecei!! Yeah!

Em 2010 eu vou chorar no SPFW, talvez adotar um novo gato. E, bem, em 2010 eu vou continuar sendo eu mesma. E basta. Só isso já dá um trabalho... (Nina Lemos)  

 

 

:: Escrito por 02 Neurônio às 02h53
"Para mulher é mais fácil"

O taxista não tinha troco. E vocês sabem o quanto isso é irritante. Bem, se a corrida deu 15 reais e eu dei uma nota de 50, ele que se vire. É o trabalho dele. Não se fala mais nisso. Mas aí ele decidiu fazer uma coisa mais irritante ainda, me pedir para sair do carro e ir a um bar trocar a grana. Argumento: “Você é mulher, é mais fácil”. Ainda munida da minha ressaca natalina, disse para ele: “não, nada para mulher é mais fácil.”

E, sim, vou fechar o ano escrevendo aqui um texto bem feminista. O que não quer dizer que eu não goste de homem etc etc. E só eu ter que abrir esse parêntesis já é a prova de que para mulher nunca é mais fácil. A gente sempre tem que se justificar. “O texto é feminista, mas eu gosto de homem”, “Ás vezes eu surto, mas eu não sou louca”. Fácil?

Depois de sair do táxi para trocar o dinheiro (sim, eu fiz o que o cara “mandou”) comecei a pensar na teoria que um amigo me disse outro dia por telefone, para tentar entender comigo mais um abuso moral causado por homens idiotas (o que não quer dizer que eu ache que todos os homens são idiotas etc).

“Os.caras fazem certas coisas com mulheres porque sabem que não podem apanhar”, dizia meu amigo boxeador. E ele tem razão. O amigo não deve ter ouvido na vida metade das coisas que já ouvi (na rua, no trabalho, em festas, aeroportos, bancos e casinhas de sapê) por esse motivo simples: os homens têm medo de apanhar de outros homens. Por isso, não se metem a besta.

Como a gente é fraquinha e nem gosta de brigar (até ver gente brigando já me faz passar mal) sobra para nós, moças, muitas porradas faladas. Viramos o receptuário das loucuras do alheio. E aceitamos tudo passivamente, às vezes com lágrimas nos olhos.

Não, eu não vou sair por aí em 2010 batendo em homem. Eu nunca bati em ninguém. Na vida. Mas esse ano eu tive vontade de bater em dois caras. Um era gay (o que mostra que o abuso contra moças não tem sexo) e o outro era um hetero supostamente sensível (o que mostra que existe muito homem cruel disfarçado de sensibilidade).

Texto bem humorado para festejar o fim do ano, não? Mas é assim que as coisas são (ou têm sido, às vezes). Pelo menos nessas praias tão latinas, tão calientes, tão machistas. (Nina Lemos)

:: Escrito por 02 Neurônio às 20h00
 
 

Coisas estranhas do fim de ano

- Comer rabanadas. Nada mais estranho do que comer um pão frito com recheio de açúcar e canela. O pior mesmo é comer vários desses pães.

 

- Arrumar as gavetas. Você deixa a gaveta entupir de papéis o ano inteiro. E nos últimos dias resolve arrumar tudo, como se não houvesse amanhã.

 

- Trocar presentes no dia 26 de dezembro. Por que todas as pessoas resolvem trocar seus presentes no dia 26?! Por que não esperar o dia 27, o dia 29 ou mesmo o dia 5 de janeiro? As pessoas ficam loucas e o shopping entupido de gente pedindo pra trocar de M para G.

 

- SMS coletivo de fim de ano. No dia 24 e no dia 31 você começa a receber vários sms de bom natal e próspero ano novo. Nossa, como sou popular, você pensa! Até que percebe que é tipo um spam dos sms.

 

- Promessas de ano novo. Todo mundo faz. Inclusive você. Mas isso é assunto para um proximo post.

 

 

:: Escrito por raq affonso às 14h10
Melancolia tradiconal de dezembro

Eu sei que eu já devia ter me acostumado. Eu sei. Na verdade, eu tenho certeza. Mas não consigo. E de novo chegou dezembro com uma angústia horrível junto. Já estou aqui, vagando meio perdida entre sacolas e listas de tarefas que eu não fiz. O nó no peito, mais tradicional que o Peru Natalino, está de volta. Todos os anos. Todos os anos.

Me arrumo para a festa de firma e acho que o modelo está errado. Arrumo uma mala de verão maior que a de inverno que foi pra Berlin. Resolvo levar 5 biquinis diferentes e duas leggins de borracha (alguém vai usar legging de borracha no Rio 40 graus?). Todos os anos a mesma angústia. Todos os anos.

Fazemos compras nos Jardins disfarçados e rimos aos tropeções. Na hora de dar thau eu choro em uma esquina. Todos os anos. Todos os anos. Todos os anos em dezembro eu choro em algum lugar esquisito, tipo shopping, banheiro de festa de firma. Todos os anos. Concluímos que eu levei um pouco de sentimento para os Jardins com as minhas lágrimas. E eu choro no táxi depois que dou thau para o amigo que sai andando pela rua (acompanho ele andar com o olhar). Todos os anos. Todos os anos. Todos os anos de dezembro eu choro dentro de táxi.

Depois vai ter um aeroporto lotado. Eu ouvindo Wander de novo no aeroporto cheio. “Seu pai deixou muito dinheiro, não contava com os pistoleiros”. As ruas cheias. O tráfego aéreo intenso, o especial de fim de ano do Rei. E a minha tradicional melancolia, tão banal. Todos os anos. Todos os anos.

Será que eu nunca vou mudar?

(Nina Lemos)

:: Escrito por 02 Neurônio às 16h28
Vamos mexer as cadeiras

A moça foi hostilizada na faculdade por estar com traje indecente. Resolveu processar. Está certa.
O advogado alega que ela sofreu uma angústia desnecessária. Por isso, Geysa quer 1 milhão.


Mas o que mais chama atenção nos autos é alegação do advogado. "A expulsão de maneira pública foi danosa à imagem dela.A  nota da Uniban era depreciativa, falava mentiras, dizia que ela rebolava. Foi uma nota ofensiva, caluniosa", disse o Doutor Melo.

 

Jaz aqui o rebolado, minha gente, vamos mandar rezar uma missa.
O rebolado acabou e o mundo também.

:: Escrito por Jô Hallack às 22h56
O Morrissey, o Christian Dior e a TPM

Eu estava morrendo de cólica, em casa, meio de cama, quando descobri que tinha um disco novo do Morrissey, de lados Bs, alguns inéditos, na rede. Baixei. E tem uma música chamada Christian Dior. Aí, do nada, me deu muita vontade de ter, no momento, um pretê fixo para quem eu pudesse ligar e falar: “Sabia que o Morrissey tem uma música chamada Christian Dior? É Tudo, ele fala que o Dior devia ter pego uns meninos e que desperdiçou a vida pensando em moda! Não é incrível?”

 

Agora, me digam, como a TPM tira a gente do corpo, não? Que pretê fixo se interessaria por uma notícia dessas, que inclusive eu acho que é velha? Nenhum!  Morrissey, falando do Christian Dior, tá? Quem se interessaria por isso, meu deus? O Vitor Angelo, claro. Liguei. Mas o Vitor não atendeu. Então, vou falar aqui: SABIAM QUE O MORRISSEY TEM UMA MÚSICA CHAMADA CHRISTIAN DIOR? NÃO É INCRÍVEL? (Nina Lemos)

 

:: Escrito por 02 Neurônio às 22h48
Aviso da produção

Os ingressos para as cadeiras dos problemas estão esgotados.
Acontecimentos que ainda queiram obter convites para 2009 terão que se contentar com as cadeiras de "leves chateações".

Lugares no balcão nobre ou platéia destinados a orgasmos, felicidades simples e alegrias de verão ainda estão vazios. A baixa procura por ingressos fez os preços despencarem. Por isso, escolham a balinha e aproveitem a chance. Cambistas não serão tolerados.

 

 

:: Escrito por Jô Hallack às 22h22
Valeu Flu!

Tem vezes que a sua vida parece um campeonato de futebol dramático. Anti-jogos, entradas desleais e de repente, você foi parar na lanterninha da vida. Os hormônios começam a jogar pelada. Os neurônios fazem gol contra. Você está de corpo alma na segunda divisão emocional.  Desacreditada, exausta. Virar o jogo parece impossível.

Só que, para você, nunca é. E você vira.
Porque eu sou guerreira, eu sou Fluminense!

:: Escrito por Jô Hallack às 20h32
O Facebook e o amor

Algumas coisas não dão certo. Não combinam. Como São Paulo com verão. E amor, ou sexo, ou paquera, ou caso, ou qualquer coisa que tenha a ver com isso e o Facebook. O site de relacionamentos do momento é muito, muito bom, sim, na hora da paquera. Você conhece a pessoa na rua (no bar, na festa, fumando lá fora, na pista de dança). Chegando em casa, um dos dois adiciona o outro. Vocês passam a trocar umas mensagens. E de lá evoluem para o skype ou o MSN. E, se tudo der certo, para a rua, onde terão um encontro. Tá, às vezes evoluir para a rua é uma tragédia, cena de sangue num bar, mas isso é outra história e... acontece. O certo é que se o paquera vira caso ou namorado... fodeu!

No início pode ser até bonitinho, vocês trocam mensagens e deixam todo o mundo saber do seu amor. Vocês podem até fazer aquela coisa romântica de escrever que fulano é casado com fulano de tal. Sim, mas por que as pessoas fazem isso? Para mostrar para o mundo que elas estão amarradas, e ai de quem chegar perto. Elas fazem isso para tentar “salvar” o namoro do Facebook!

Sim, porque o Facebook e o amor, repito, não dão certo. Logo surge o ciúme. “Ficou amigo dessa pessoa por quê?” “Quem é essa menina que deixou essa mensagem?”. É horrível. E toda hora ouço reclamações de amantes enciumados. Um inferno.

Um amigo estava afim de um cara. E o sujeito estava numas de galinhar. O que o meu amigo era obrigado a fazer para não ficar louco? Deixar invisível não só o “cara”, mas todos os pretendentes dele, que variavam semanalmente, e também todos os amigos do tal fulano que eles tinham em comum. E também os amigos dos amigos dos pretendentes. Ou seja, ele tinha que ocultar umas 15 pessoas por dia. Sim, porque senão as “notícias” pulam na sua cara. E lá está você, vendo o cara por quem você está obcecada (o) trocando músicas de amor com um amigo de amigo.

Mas inferno, mesmo, queridos, é o que acontece quando o namorado ou caso vira ex. Aí ferrou. Repito: FERROU. Você vai tentar esquecer a pessoa e não vai conseguir. Nesses casos, uma recomendação: tire a pessoa do Facebook. Depois chame para ser seu amigo de novo. Já fiz isso e deu certo. É o jeito. Senão, você não irá mais trabalhar, estudar, falar com os amigos. Ficará preso em uma página de alguém. E quem nunca deixou algumas pessoas “invisíveis” que atire o primeiro emoticon. (Nina Lemos).

 

:: Escrito por 02 Neurônio às 21h13
O ser corporativo

Ser uma pessoa corporativa é difícil. Principalmente se você nunca pensou em ser uma pessoa "que veste a camisa". Mesmo que tenha vestido várias camisas ao longo da vida. Mas o que mais irrita na vida corporativa são as expressões. Que você vem decifrando ao longo dos anos.

 

- Vamos alinhar esse assunto

 

Significa que todas as pessoas vão saber a mesma coisa. Uma última chance para os lesados saberem as últimas.

 

- Vamos botar todo mundo na mesma página

 

A mesma coisa coisa que "alinhar" todo mundo

 

- Preciso de uma equipe 24 X 7

 

Preciso de pessoas que trabalhem 24 horas por dia, todos os dias da semana

 

 

- Vou dar um call

 

Vou telefonar

 

- Vou dar um feedback

 

Vou ver o que aconteceu

 

- I wanna kill myself

 

Vou me matar, depois de tanto tédio corporativo

 

 

:: Escrito por raq affonso às 23h35
Pensamentos da madrugada

Tem gente que não fala, discorre. E tem gente que não vive, morre.

:: Escrito por Jô Hallack às 23h49