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A dança do acasalamento

 

Sempre acreditamos que dançar bem pode funcionar como uma boa dança do acasalamento. E ver um pretê dançando mal pode ter o efeito inverso e você nunca mais querer saber daquela pessoa.

 

E o pior: não existe um curso de dança para pretês. Então, se ele não aprendeu a dançar quando pequeno, já era.

 

Mas agora, os cientistas - sempre os ingleses -fizeram uma pesquisa com as mulheres e descobriram o que elas consideram uma boa dança. Ele deve fazer movimentos repetitivos, tanto grandes quanto pequenos - sempre alternando.

 

 

 

Movimentos repetitivos e convulsivos são características de um péssimo dançarino.

Mas não concordamos com as inglesas. Afinal, um dos nossos dançarinos preferidos tinha uma dança bem convulsiva.

 

:: Escrito por raq affonso às 22h58
 
 

O Homem Maradona

Antes de tudo. Esqueçam que ele é argentino. O que eu pretendo falar aqui não tem nada a ver com rixas entre países. O que acontece (e as garotas espertas já estão percebendo isso) é que existe algo de incrível no Maradona. Algo que faz com que nós, moças, suspiremos por ele. Vou além e afirmo. O Maradona representa um tipo de homem, um cara adoravelmente encrenqueiro e, obviamente, uma roubada.

O Homem Maradona é aquele que nos pega pela coragem, cara de pau e carisma. Nada a ver com seus atributos físicos. Pelo contrário. Um homem desses em geral é feio. Feio que dói. Mas nos seduz com sua vontade de viver e sua aptidão para fazer coisas malucas. Como jurar que vai correr pelado no meio da rua se o seu time for campeão. Como não se deixar seduzir por um tipo desses?..

Claro, não vamos deixar de lado outro atrativo do Homem Maradona. Ele é boêmio, que é a maneira carinhosa que usamos para nos referir aos bêbados. E ex-junkie, que é a maneira carinhosa que usamos para nos referir a homens que já passaram por centros de reabilitação. Sim, um lado maluco da nossa personalidade se atrai por esses tipos. E isso não dá para negar.

Junte tudo isso com um cara apegado aos filhos (que usa terno porque eles pediram) e que é amigo de políticos de esquerda e pronto, aí está um tipo atraente, que pode fazer qualquer moça (a) normal se apaixonar.

Todas nós já tivemos um homem meio Maradona na vida. E depois que passamos por um deles sabemos claramente que o melhor a se fazer é ser amigo de um tipo desses! E não namorada. E muito menos mulher. Mas que os Homens Maradona são adoráveis, ah, isso são. (nina lemos).

:: Escrito por 02 Neurônio às 21h15
 
 

O Homem Pique

A coisa mais comum do mundo é você amar uma pessoa profundamente (pretê, amigo ou qualquer variante entre esses dois termos) e um dia rolar um conflito meio pesado. Isso acontece toda hora, todo tempo, agora mesmo, com várias pessoas. É difícil, a gente discute, a gente chora, e você não merece (mas isso acontece).

Nessas horas, as pessoas românticas, passionais e meio normais vão lá e discutem, dão barraco, ou se abraçam e dizem que tudo vai ficar bem. Mas tem um tipo de gente que não é assim. Trata-se do Homem Pique. Na hora em que o conflito aparece, ele grita, tal qual uma criança de sete anos, “comigo não tá” e sai correndo feito o diabo, como se você fosse correr para alcança-lo. Ta. Muitas vezes a gente até corre, resfolegante. Mas não adianta. O menino corre mais rápido de pavor e te deixa ali, no meio da praça sozinha.

Ele pode entrar numas também de que a brincadeira é de pique esconde. E pronto, ele arruma o esconderijo mais perfeito. Você não consegue mais encontrá-lo.O celular não será atendido. Nem o e-mail respondido. Se escondeu. Fodeu!

E você vai ficar sozinha na pracinha sabendo que não vai conseguir encostar nele nem para falar “agora ta com você.” Uma imagem terrível de solidão, você parada ali, pensando que foi largada sozinha, que a pessoa se escondeu, e que você vai ter que descobrir porque ela se escondeu sozinha.

O Homem Pique não teve a coragem do confronto. Problema seu, que vai ter que resolver o conflito sozinha, sem dar um grito, ouvir o outro lado (como dizem os jornalistas), nada. Mas você consegue. E passa. E logo você esquece que foi deixada sozinha no meio da pracinha.

E quer saber, vamos deixar O Homem Pique correr. Problema dele. Ele que fique cansado depois. E passe a vida correndo e fugindo. Dane-se! (Nina Lemos)

:: Escrito por 02 Neurônio às 16h39
 
 

O pretê terapia ocupacional

A vida, certas vezes, fica muito chata. Pode ser que você fique doente. Que precise fazer vistoria do carro. Ou qualquer uma dessas coisas da vida prática que eu não preciso descrever aqui porque vocês conhecem de cor. Vale só dizer que essa que escreve vive uma espécie de momento Floradas na Serra. De repouso. Em casa. O que você faz? Terapia Ocupacional, é claro. Ou T.O, que é como os profissionais de saúde se referem ao ato de colar flores, pintar e fazer qualquer outra coisa que ocupe a mente que, como se sabe, quando está vazia, é o território do capeta.

É aí que ele surge: o pretê Terapia Ocupacional. Você pensa em algum dos últimos caras que deram em cima de você (e sim, isso existe, claro) e começa usá-lo como se ele fosse um vaso de cerâmica que precisa ser pintado. Pensamos um pouquinho nele antes de dormir, mandamos um e-mail... Se estamos afins dele? Provavelmente não. Ou vocês acham que os velhinhos que passam tempos nos asilos pintando vasos estão realmente loucos de tesão por pintar aqueles trecos que serão entregues aos netos? Acho que não. E é por isso que eu acho que os velhos não devem ser largados em casas de repouso. Mas isso é outra história. Ou não. Porque no dia de hoje eu sou uma pessoa de repouso, que precisa de T.O e por isso se solidariza com todos os velhinhos de asilos do mundo.

A diferença é que no meu caso vai passar. Logo estarei desfilando faceira pela rua e pela minha vida normal (que depois de um momento Floradas na Serra você descobre que é ótima. Enquanto isso, pinto vasos. Ou melhor, penso no Pretê T.O. Logo não precisarei de Terapia Ocupacional. Espero que amanhã mesmo o doutor metafórico que me aplica essa terapia me dê alta. E eu estarei livre. Livre para ir atrás do meu desejo. Que vai muito além de pintar vasos de cerâmica. Garanto.

(Por Nina Lemos)

:: Escrito por 02 Neurônio às 21h33
 
 

O que vocês veêm nele?

"As mulheres piraram, ficavam gritando na frente do palco como se o Thom York fosse lindo", comentou um menino na saída mega tumultuada do show mega lindo do Radiohead. O que o menino não sabe é que nós, moças, achamos o Thom York lindo, sim. Na verdade, temos certeza de que ele é maravilhoso.
Sim, ele tem orelha de abano, um olho mais fechado que o outro, é todo mal-diagramado, como diz o amigo Xico Sá; Mas é por isso também que achamos o Thom lindo. Não nos venham com Fabios Assunções ou outras belezas óbvias. Somos capazes de enxergar maravilhas naqueles olhos (um mais aberto que o outro).
"Mas você só diz que ele é lindo porque ele é o Thom York do Radiohead", diz o meu amigo. "Não, não", eu respondo. "Se eu encontrasse um cara igual a ele que fosse legal, ia achar esquisito, mas lindo." Não sei se convenci o amigo. Mas em um mundo de pessoas botacadas (até homens, socorro) é muito bom ver que existe weirdo assumido nesse mundo. E melhor ainda ver 30 mil pessoas cantando junto com ele. (Nina Lemos).

:: Escrito por 02 Neurônio às 15h05

Tratando as meninas como se fossem lixo

“Não sei o que é direito, só vejo preconceito, e a sua roupa nova é só uma roupa nova. Você não tem idéias pra acompanhar a moda. Tratando as meninas como se fossen lixo.”Atual, não? E olha que foi escrito há uns... 22 anos! Homens misóginos, esses seres assustadores, continuam por aí. Só que na época da escola era fácil encontrá-los.

Eles eram aqueles playboys babacas que não se aproximavam da nossa turma. Era simples assim.

Mas aí a gente cresce. E acha que já aprendeu a detectar um misógino de longe. Que nada! Eles ainda estão por aí, disfarçados. Cuidado.

O cara que trata  mulher como se fosse lixo pode usar uma camiseta dos Ramones. O homem que sabe mentir mega bem e jogar baixo na hora da mentira é aquele mesmo que gosta das mesmas bandas que você.

E ainda existe cara (e não estou falando de adolescente, mas de adulto) que divide garotas entre mulher para casar e conversar e mulher para comer. E sabe o que eles fazem? Chamam as mulheres que eles comem de vagabundas. Sinceramente, ficar com uma menina e depois chamá-la de vagabunda é uma coisa assustadora e muito, muito feia.

Aos primeiros sinais de misoginia, fuja. Se ele falar que “andou saindo com umas vagabundas” ... deixe de ser amiga dele imediatamente. Não dá nem para ser amiga de alguém assim. Se ele trata as minas que pega assim, você acha mesmo que ele vai te tratar bem? Nada. Um dia ele vai mentir pra você também. Te ferrar. Te deixar na mão. Sem o menor sinal de respeito ou cavelheirsmo.

Outro sinal. Veja se ele é amigo das ex-namoradas. Se for, bom sinal. Se não for amigo de nenhuma ex, esqueça.  

E qual é a saída? Oras, os milhões de homens não misóginos e nada machistas que existem por aí. São muitos. São milhares. Eles aparecem toda hora. Basta ficar atenta. Para eles dedico essa croniquinha, a minha admiração, o meu respeito, o meu amor e a minha delicadeza.

(Nina Lemos)

:: Escrito por 02 Neurônio às 00h58

Coisa boa é ser amiga de ex

"Eu e minha ex no botequim falando sobre nossas vidas. As novas amizades, relações, experiências, sacações."  Jupiter Maçã. Lembram? Coisa linda essa música. E coisa mais linda poder ser amiga de ex. Sorte a nossa que consegue. Sorte e grandeza de espírito, amigo ex. Tem aquela história de que ex bom é ex morto. É nada. Amigo ex namorado pode ser tudo nessa vida.

Eles já conhecem a gente pra caramba. Já nos viram peladas muitas vezes,náo é? Então,náo se assustam com mais nada e não precisamos fazer tipo algum. Com amigo ex podemos chorar, falar mal dos outros e fazer aquelas piadas de humor negro com cumplicidade absoluta que ninguém nos tira. Amigo ex dá colo. E a gente também dá colo para amigo ex. Como amigo ex podemos falar mal da mãe (que eles conhecem, inclusive), falar fofocas de família e aquelas coisas íntimas que quem acabou de chegar nunca vai sacar.

É uma amizade ótima. De verdade. E eu, amiga com orgulho de vários exs, recomendo cada vez mais. Somos grandes, amigo ex, sorte a nossa.

(Nina Lemos)

:: Escrito por 02 Neurônio às 19h49

Meus caros amigos

Diz a lenda que um amigo, depois de uma noite inteira com uma mulher linda, um símbolo sexual desse nosso Brasil, disse: “ai, mas que saudade dos meus amigos!”. Ele não estava nem um dia todo com a menina, digo, gostosa, linda, maravilhosa, e já sentia falta deles.

É assim mesmo. E tento mais uma vez decifrar a amizade entre os homens (que é uma das coisas mais lindas, assim como a amizade entre nós, hermanas). Outro dia perguntei para o amigo com quem mais troco confidências no mundo. “É mais fácil para vocês falar sobre coisas mais íntimas com amiga mulher, né?” “Mas é claro, com meus amigos eu não falo nada íntimo.” Calma lá. Estou falando de um amigo que tem amigos pra caramba. E amigos de verdade. Ele mesmo é capaz de trocar qualquer Angelina Jolie por um amigo macho. “Mas vocês falam sobre o que quando estão sozinhos?”. “Ah, a gente faz o de sempre, celebra, grita, vive.” Eu sei bem como eles gritam.

Começamos a imaginar os passeios que Antonio Maria e Vinicius davam pela madrugada. "Será que o Vinicius contava pro Maria que ia se separar de novo?" "Duvido", diz meu amigo. "O Maria percebia que ele estava triste, não perguntava nada, e saía para beber com ele."

 E para esses meus amigos queridos, incluindo os imaginários, dedico “Meu caro amigo”, de Chico Buarque. Coisa mais linda essa música.

(Nina Lemos)

:: Escrito por 02 Neurônio às 10h07

O Pequeno Construtor

O termo foi dito outro dia pela amiga N."Que preguiça que eu tenho desses pequenos contrutores", ela me disse.

O Pequeno Construtor tem mais de 30 anos, mas ainda vive o fervor da juventude. Calma. Estou falando da imbecilidade juvenil bem moderna e meio americanizada. Aquela que faz com que as pessoas achem que vão ser jovens para sempre e nunca vão morrer. Logo,logo ele chega aos 40, mas, provavelmente, não vai perceber. Claro, ele é um designer talentoso, que precisa conquistar o mundo. E lá vai o Pequeno Construtor não fazer revolução nenhuma na hora em que chegar ao topo e tiver vários clientes ricos na cartela do seu escritório de design. Preguiça.

Um Pequeno Construtor não sofre. Nada de dramas. A vida é uma coisa prática. Ele tem que vencer no mundo capitalista. Mas, epa! O Pequeno Construtor, que provavelmente é filho de um capitalista, nem sabe que a gente vive em uma sociedade capitalista. E provavelmente se assusta quando escuta alguém falar algo que inclua esse termo. "Capitalismo? Nossa, que engraçado alguém que usa essa palavra".

Engraçado mesmo, Pequeno Construtor ou... jovem capitalista. Vamos lá. Como um P.C trata uma menina... Mal, claro. Lembre, ele não sofre. Ele só quer conquistar o mundo. E as minas fazem parte do seu pacote. E com seu jeito de jovem eterno... bem, ele até que deve pegar algumas. Mas algo me diz que o P.E é solitário pra caramba mas, assim como esquece que existe capitalismo, também esquece que existe solidão. Claro, ele precisa acordar cedo e fazer sociais para conquistar o mundo, postos, lugares de destaque no mundo dos designers. Ele precisa CONSTRUIR. Não tem tempo para metafísicas.

Crise? Isso é uma coisa que náo existe para um Pequeno Construtor. A náo ser crise de trabalho. Mesmo assim, é uma crise de superficialidade absoluta. Do estilo: "perdi meu cliente para outro escritório". Claro, ele é competitivo. Um verdadeiro monstrinho da competição. Mas ele absolve a culpa (será que essa palavra ele conhece?) reciclcando lixo e pensando em manifestos contra o consumo, mas nada radical, espera lá! Um manifesto contra consumo pensando, assim, em consciência ambiental, uma coisa light, bonita, moderna. Esse é o máximo onde ele chega, ele, o Pequeno Construtor. Ele, que é raso como uma piscina infantil.

Um tipo normal de gente, esse Pequeno Construtor. Bem normal. Pode ser visto por aí em festinhas descoladinhas, bem vestido, bonitinho. E sem lastro, sem sofrimento, sem um mínimo de sofrimento que enobrece e faz dos homens seres quase divinos (ai, Nick Cave, amém Johnny Cash).

O mundo seria um lugar muito chato se só existissem jovens empreendedores nele. Mas existe outro tipo de gente. Amém. Aleluia! Como eu amo meus amigos homens que sabem sofrer,viver de verdade e honrar as rugas de seus rostos. Oh, meus amores. Isso, sim, é amor. Coisa que um Pequeno Construtor talvez não saiba.... construir. Mas isso é [problema deles. Não é nosso. Que se virem.   

(Nina Lemos) 

:: Escrito por 02 Neurônio às 23h48

Um paletó em casa

- Oi vó, tudo bem?

- Tudo indo minha filha. E você, tá feliz?

- Tô vó.

- Que bom, segura isso! Não dá ouvido ao que as pessoas falam, não dá conversa pro que eles dizem.

- ....

- Ninguém sabe o que se passa na sua casa, das suas dificuldades.

- É, vó?

- É! A gente sabe que com um paletó dentro de casa, pra ajudar a gente. Criar um filho sozinha é muito difícil.

- Um paletó?!

- É minha filha. Segura isso.

:: Escrito por raq affonso às 23h04

O homem que só tem amigo homem

Aí está uma boa maneira de avaliar se um cara é bacana ou não: ver se ele tem amigas mulheres. Homem que só tem amigo homem, desculpem, ainda é machista pra caramba. E isso, mais que irritar, é uma coisa que dói. Sim, eles podem disfarças, mas são misóginos.

O homem que só tem amigos homens ainda acha que a gente é uma coisa esquisita, assustadora. E, claro, só conseguem ser nossos amigos quando nos comem.

Homens legais, como os meus amigos mais queridos e os meus exs namorados (que deus os salvem), nos amam sem sexo, discutem política e até arriscam falar de futebol. E tentam nos explicar que existe uma tal Taça Brasil e um tal Campeonato Brasileirão. Ou fazem pouco da gente e respondem, como o amigo M, que a Libertadores é o maior campeonato das Américas (espera, isso eu sabia!).

Eles conversam com a gente sobre rock, vida, ou seja, qualquer coisa. Como se fossemos seres humanos normais. Ainda tem gente que acha que não somos? Sim, tem. E são os homens que não têm amigas mulheres! Aqueles que só falam com homem ou com namoradas dos amigos (existe coisa mais machista que tratar uma menina como “a mulher do cara”?). Ai, meu deus.E isso existe. Ali do lado. Ali no show de rock. Na Mercearia. Muito mais perto do que a gente pensa.

Outro dia um menino perguntou se eu tinha esses lances de feminismo. Respondi que sim. Claro que eu tenho. E quando vejo um homem que não tem amigas mulheres esse “lance” aumenta um pouquinho. Mas não tem problema. É só ter um pouco de pena deles (os que não agüentam o tranco da nossa amizade). Deve ser chata a vida só entre homens, não?

PS. O mesmo vale para meninas que só têm amigas meninas. É uma vida triste. Nada como brothers bofes para melhorarem nossas vidas perigosas. 

(Por Nina Lemos)

:: Escrito por 02 Neurônio às 13h17

A mulher e o passado

- Onde você estava naquela noite de 1997?

- Por que você não ligou depois daquele dia há dois anos atrás?

- O que você estava pensando depois daquele dia em que a gente se encontrou depois daquela balada em 1980?

- Por que você me tratou mal no verão de 2002?

Mulheres sempre querem discutir questões do passado. Mesmo que tenham muito tempo, e mesmo que elas nem liguem muito para a resposta. Mas elas querem saber, discutir, debater, esmiuçar em detalhes.

Pra que? Sei lá pra que. É uma coisa maior, uma vontade de registrar tudo, saber exatamente como foi, o que a pessoa estava pensando naquele exato momento. Mesmo que a própria não soubesse. Ou já tenha esquecido.

E o pior sempre é a resposta:

- Eu não me lembro! E nunca te tratei mal! Você é louca!

:: Escrito por raq affonso às 18h19

Conversa de meninos

Os homens, em uma rodinha, conversam animadamente sobre caravelas, mares desbravados e, em seguida, comentam entusiasmados os feitos do Amir Klink.
_Ele é o maior desbravador de nossos tempos, diz um deles.
_ Será que ele não sente falta de sexo? diz outro
Resolvo intervir:
_É que ele é tipo um médico que opera criancinhas. Se você está concentrado operando uma criança, não vai pensar em sexo.
Ele sempre faz cara de descrente para as minhas metáforas. Mas gosta delas, eu sei. Sacode a cabeça com ar de "como ela pode falar uma coisa dessas?" Mas em seguida imagina o Amir Klink operando uma criancinha em alto mar e abraçamos o surrealismo imaginando as operações feitas dentro de um barco.
Eu adoro me meter em uma conversa de homens. E nós, garotas, sempre damos o toque surrealista que falta em um debate de caras sobre mares desbravados, navegações e outros emocionantes papos de meninos. Eles fazem cara de descrentes. Mas, aposto, não conseguem viver sem as nossas intervenções. Em muitos sentidos.
(Nina Lemos)

:: Escrito por 02 Neurônio às 17h27

O Homem La Tartine

La Tartine é um famoso bistrô simpático de São Paulo. E Homem La Tartine, ou Homem Bistrô, é uma catalogação coletiva com o amigo Xico Sá, companheiro de abraço, ombro e fofoca diária via MSN. Há tempos discutimos o assunto. Sim, existe uma sub-espécie masculina bem de baixo do nosso nariz, ou bem ali no bistrô da esquina e ainda nem tínhamos reparado.

Trata-se do cara que usa o truque “jantarzinho em bistrozinho gostoso” para comer a menina. Ele convida. Faz um milhão de galanteios. Diz algo parecido com finalmente conheci a mulher da minha vida. Paga a conta. Te come. E some. Ou come algumas vezes mais, sempre repetindo que você é a mulher da vida dele e levando antes no tal bistrozinho..

Nada contra pagar  a conta do jantar (pelo contrário).

Nada contra só querer comer a moça (muito pelo contrário).

Mas tudo contra precisar de jantarzinho em bistrozinho para conseguir tal feito. Coisa de homem fraco. Mas o pior é que o jantarzinho sempre vem com esse discurso de mesa com quiche e vinho: as declarações de amor falsas, as promessas que a gente não pediu. Coisa de bobo. E também de gente cafajeste de quinta.

Quem foi que disse para eles que a gente precisa de promessa romântica para dar? Não precisamos. Quem foi que disse para eles que a gente gosta tanto de quiche? Não, já enjoamos. E agora que o inverno chegou é a hora deles atacarem. “Vamos tomar uma sopinha?” E depois... ele diz que não era bem aquilo que queria dizer quando, entre uma colherada e outra, se derretia em promessas que você não pediu.

Sai pra lá, homem-bistrô!

Ainda preferimos os amigos punks adeptos dos três acordes e do faça você mesmo, que não precisam de jantarzinho nenhum. Só de boa pegada. E beijo.

(Por Nina Lemos)

:: Escrito por 02 Neurônio às 18h14

Quando os pretês são uma droga

Não, meninos, vocês não são uma droga. Pelo contrário. Vocês são uns queridos, muitas vezes. O problema, que acometeu essa que vos escreve semanas atrás, acontece quando a gente resolve usar pretê como se fosse heroína. Um escape! Uma fuga! Me ajude a fugir, baby, porque a minha vida não anda fácil!

Eu explico melhor. Tem horas em que tudo fica pesado demais. A realidade fica dura. E a gente sente vontade de fugir. Como eu não uso heroína, ás vezes sofro do surto "preciso arrumar um pretê". Normal querer arrumar um amor. Mas, nesse caso, eu estava realmente querendo me drogar. Nada como inventar um amor pra fugir da realidade. Claro que dá errado. E não resolve nada. E ainda dá ressaca moral. Ou seja, homem, quando mal usado, é mesmo, sem dúvida, uma droga. Mas a culpa é nossa, usuárias...

(Por Nina Lemos)

 

:: Escrito por 02 Neurônio às 20h13